O Brasil enfrenta uma situação alarmante com o aumento massivo de fraudes por telefone. Criminosos utilizam técnicas avançadas para enganar correntistas e roubar dados sensíveis de forma rápida.

A tática mais comum envolve o uso de vozes robóticas e números mascarados que simulam canais oficiais das instituições. Essa pressão psicológica faz as vítimas agirem sem pensar, gerando prejuízos.

De acordo com especialistas, o setor bancário e as operadoras buscam soluções urgentes para frear essa onda criminosa e garantir a segurança dos usuários, conforme divulgado pelo Estadão.

Estratégias criminosas e o impacto da epidemia de golpes

Cerca de 70% dos brasileiros receberam ligações indesejadas em um período de apenas seis meses. Desse total, aproximadamente 15% eram tentativas claras de epidemia de golpes e fraudes financeiras.

Os criminosos utilizam o spoofing, técnica que mascara o número de telefone para parecer legítimo. Eles exploram dados vazados para praticar a engenharia social e despertar sentimentos de urgência.

A infraestrutura técnica e o uso da tecnologia

Muitos dos protocolos de telefonia atuais foram criados na década de 1970, sem foco em segurança. Com as ligações via internet, os criminosos automatizam ataques em larga escala com custos muito baixos.

Especialistas da Kaspersky alertam que o sucesso das fraudes reside na fragilidade do processo de abertura de contas. Criminosos usam até inteligência artificial para burlar sistemas de biometria facial das operadoras.

O papel da Anatel e os novos protocolos

A Anatel está implementando os protocolos Stir e Shaken, que funcionam como uma assinatura digital para chamadas. Essa tecnologia visa garantir a procedência real de quem está efetuando a ligação.

Até junho de 2026, cerca de 6,6 bilhões de chamadas já haviam sido autenticadas pelo programa Origem Verificada. No entanto, a adaptação total de todas as operadoras deve ocorrer apenas no ano de 2028.

Investimentos e conscientização do consumidor

A Febraban projeta um investimento de R$ 50 bilhões em tecnologia e segurança neste ano. Cerca de 10% desse valor é destinado exclusivamente para a prevenção de fraudes e proteção de dados.

Além da tecnologia, executivos do Itaú e Santander destacam que a educação digital é fundamental. O consumidor precisa estar atento para não fornecer senhas ou realizar transferências sob pressão emocional.

A fonte original desta notícia é o Estadão.

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