A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou um crescimento importante na aprovação popular, alcançando seu melhor patamar desde o final de 2024. O movimento reflete o impacto direto de medidas voltadas para o bolso.

Programas como o Desenrola Brasil e a ampla discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 têm sido determinantes para atrair um eleitorado que antes se mostrava indiferente ou resistente ao governo federal.

A mudança na percepção econômica também é influenciada pelo aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores de classe média, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

Economia popular e direitos trabalhistas impulsionam governo

A pesquisa Genial/Quaest aponta que a aprovação do governo atingiu 48%, superando numericamente a desaprovação, que ficou em 47%. Esse é o melhor resultado para o petista desde o encerramento do ano passado.

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, afirma que “o que explica isso é que o governo está conseguindo entregar resultados para um eleitorado muito específico”, referindo-se aos ganhos pragmáticos da população.

A melhora na imagem é vista principalmente entre eleitores independentes. Para esse grupo, a discussão é menos ideológica e mais voltada para o aumento no padrão de vida e redução de dívidas pessoais.

O efeito do Desenrola e da jornada de trabalho

O programa Desenrola Brasil tem sido um pilar para a recuperação da popularidade entre homens e mulheres. Cerca de 55% dos entrevistados consideram a iniciativa uma boa ideia para a economia nacional.

Já o debate sobre o fim da escala 6×1 empolga especialmente os jovens. A proposta de reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais conta com o apoio de 69% dos brasileiros consultados pela pesquisa.

Nunes destaca que a melhora não é explosiva em um único segmento, mas sim composta por pequenas oscilações positivas em diversas camadas da sociedade, o que consolida uma tendência de crescimento.

Isenção do Imposto de Renda e o bolso do brasileiro

A reforma do Imposto de Renda também surtiu efeito. Entre os que ganham até R$ 5.000, o percentual de pessoas que sentiram um aumento significativo na renda subiu de 15% para 24% entre fevereiro e julho.

Essa percepção de melhora marginal no poder de compra ajuda a reduzir o pessimismo econômico. Dados do Datafolha já haviam indicado que a parcela de brasileiros pessimistas caiu de 35% para 26%.

O governo também implementou descontos para contribuintes com renda de até R$ 7.350 mensais, o que ajuda a sensibilizar o setor de renda média, grupo fundamental para a sustentação política da gestão petista.

Cenário eleitoral e vantagem em eventual segundo turno

A pesquisa também simulou um segundo turno entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro. O atual presidente venceria por 45% a 37%, mantendo uma vantagem de oito pontos percentuais sobre o adversário direto.

Lula apresentou crescimento entre a esquerda não lulista, saltando de 48% para 57%. Enquanto isso, Flávio Bolsonaro viu sua intenção de voto cair significativamente entre a parcela da direita não bolsonarista.

“A direita não bolsonarista está entendendo que, contra o Flávio, as chances de o Lula vencer a eleição estão aumentando”, analisa Nunes, sugerindo que esse eleitor agora busca novas alternativas.

A fonte original é a Notícias ao Minuto Brasil.

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