O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o retorno imediato do pagamento da aposentadoria especial ao ex-governador paranaense Roberto Requião.

A decisão, publicada nesta segunda feira, assegura que o político de 85 anos receba uma remuneração bruta mensal fixada atualmente em R$ 37.765,55 de forma vitalícia e imediata.

Requião havia ficado de fora de uma ação anterior que beneficiou outros cinco ex-chefes do Executivo estadual, mas agora obteve o mesmo direito na justiça, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

Os detalhes sobre o restabelecimento da aposentadoria especial

A fundamentação jurídica da decisão do STF

O ministro Gilmar Mendes acolheu o pedido da defesa de Requião, argumentando que ele se encontra em situação jurídica idêntica à dos outros ex-governadores que já haviam recuperado o valor em 2023.

Segundo o magistrado, “Considerando que o ora peticionário e os reclamantes da presente ação se encontram em situações jurídicas equivalentes, a extensão da decisão é uma forma de garantir a isonomia”.

Dessa forma, a segurança jurídica e a economia processual foram os pilares para que o ex-governador voltasse a ter acesso aos valores que haviam sido suspensos pela administração estadual no ano de 2020.

Políticos beneficiados e o cenário no Paraná

Além de Requião, nomes como Beto Richa, Paulo Pimentel, João Elísio de Ferraz Campos, Mário Pereira e Orlando Pessuti também voltaram a receber as parcelas mensais após decisões favoráveis.

Roberto Requião comandou o estado do Paraná por quase 12 anos, em três mandatos diferentes, sendo um dos políticos que mais tempo permaneceu no Palácio Iguaçu em toda a história recente paranaense.

O curioso é que nomes que ficaram menos de um ano no cargo já haviam garantido o restabelecimento da aposentadoria especial anteriormente, enquanto o atual pré candidato do PDT aguardava o parecer.

O histórico e o futuro do benefício vitalício

Em 2011, o então governador Beto Richa chegou a assinar um decreto suspendendo a aposentadoria especial, alegando ilegalidade, mas os beneficiários recuperaram os pagamentos tempos depois na justiça.

Apesar de manter os pagamentos para quem já possuía o direito, o STF já declarou que essas pensões são inconstitucionais para os futuros gestores que ocuparem o cargo de governador no Brasil.

O entendimento atual foca em manter o que já estava consolidado para os veteranos, garantindo que a regra de corte não atinja retroativamente quem já dependia desses valores mensais fixados pelo estado.

A fonte original desta notícia é o Notícias ao Minuto Brasil e você pode conferir o conteúdo completo no link original: Notícias ao Minuto Brasil.

You May Also Like
Ciro Nogueira reage a escolha de Bolsonaro sobre candidaturas ao Senado em SC

Investigação da Polícia Federal apura entrada de malas sem raio-X em voo com o presidente da Câmara Hugo Motta e o senador Ciro Nogueira em São Paulo

Caso envolve aeronave particular, auditor fiscal suspeito e possível facilitação de contrabando ou descaminho após retorno de viagem ao Caribe
Moraes manda AGU acompanhar processo de extradição de Zambelli

OAB entra na briga: Flávio Bolsonaro pode voltar a ver o pai? Entenda o pedido feito a Moraes!

Entidade pede que prerrogativas de advogado sejam respeitadas para garantir visitas ao ex-presidente.
Frias nega ao STF envio de emendas para financiar filme de Bolsonaro

Mário Frias nega verba para filme de Bolsonaro: entenda a investigação no STF e o que ele disse!

Deputado federal é alvo de apuração sobre suposto desvio de R$ 2 milhões em emendas parlamentares.
Moraes manda AGU acompanhar processo de extradição de Zambelli

Moraes barra saída temporária de Delgatti por falta de comprovação de requisito legal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o…