O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prorrogação da prisão domiciliar de Bolsonaro por mais 90 dias, após novos desdobramentos no caso envolvendo sua segurança.

A decisão foi motivada pela apreensão de uma arma registrada no nome do ex-presidente durante uma blitz policial comum. O episódio gerou desconfiança e exigiu explicações imediatas da equipe jurídica.

O cenário jurídico do ex-mandatário ganha novos contornos com essa movimentação do STF, que avalia rigorosamente o comportamento do condenado, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

Entenda a decisão de Moraes sobre a prisão domiciliar de Bolsonaro

O flagrante da arma de fogo na blitz

A Polícia Civil apreendeu uma pistola Glock calibre 9 milímetros com um dos seguranças do ex-presidente. O militar Estácio Leite da Silva Filho foi abordado a poucos quilômetros do condomínio em Brasília.

Relatos dos policiais indicam que o segurança não teria informado de imediato que a arma pertencia ao ex-mandatário. Esse comportamento evasivo aumentou o alerta do ministro Alexandre de Moraes sobre a situação.

No depoimento, que durou cerca de cinco minutos, Bolsonaro reconheceu ser o proprietário da pistola. Ele afirmou que ordenou o conserto do objeto após notar uma falha técnica no funcionamento do armamento.

A justificativa da defesa e o uso de remédios

A defesa de Bolsonaro afirmou que a arma foi entregue ao segurança apenas para manutenção. Segundo os advogados, a pistola estava sem o percussor para evitar qualquer risco de acidente dentro da residência.

A medida teria sido tomada porque o ex-presidente utiliza medicamentos psiquiátricos que podem afetar sua cognição. Por esse motivo, a equipe de segurança teria decidido inutilizar o equipamento por precaução.

Apesar da explicação, o ministro questionou a razão para manter uma arma em casa, especialmente às vésperas do fim do prazo anterior da domiciliar, o que motivou a renovação da custódia preventiva.

Condenação e o estado de saúde atual

Jair Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão por liderar uma trama golpista. Ele cumpre o regime domiciliar desde março, quando apresentou problemas respiratórios que motivaram o benefício.

Moraes cogitava manter o regime sem novas restrições, mas o episódio da pistola acendeu um alerta. O ministro optou pela renovação por considerar que a custódia deve ser monitorada com maior cautela agora.

Desde que recebeu o benefício por conta de uma broncopneumonia, o ex-presidente vem se recuperando bem. Ele passou por uma cirurgia no ombro recentemente, mas sua condição respiratória segue estável e controlada.

A fonte original desta notícia é o Notícias ao Minuto Brasil e você pode conferir o conteúdo completo em Notícias ao Minuto.

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