A política do Rio de Janeiro enfrenta um novo abalo após a Polícia Federal encontrar o nome do ex-governador Cláudio Castro em listas apreendidas com o bicheiro Adilsinho, alvo da Operação Unha e Carne.

As planilhas apreendidas indicam valores associados a diversos políticos, sugerindo um esquema de caixa dois de campanha e repasses financeiros que agora estão sob a mira cuidadosa dos investigadores federais.

A operação busca desmantelar uma rede de lavagem de dinheiro que teria ramificações profundas nos poderes Executivo e Legislativo fluminenses, conforme divulgado pela Folha de S.Paulo em conjunto com o site G1.

O envolvimento de Cláudio Castro e bicheiro em esquema de corrupção

As investigações da Polícia Federal ganharam um novo fôlego com a análise de documentos que ligam o ex-governador Cláudio Castro a uma contabilidade paralela mantida por lideranças do jogo do bicho no estado.

Segundo a corporação, a nova fase da operação teve origem na análise de planilhas em poder de Adilsinho. Os documentos conteriam registros de supostos pagamentos indevidos e doações eleitorais para ocultar recursos ilícitos.

Documentos revelam movimentação financeira suspeita

“Esta nova fase teve início após a apreensão de listas em poder do conhecido contraventor indicarem a existência de registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais”, diz a PF.

Os agentes destacaram que as anotações chamaram a atenção por apontarem possíveis repasses diretos de dinheiro a agentes políticos. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, ordenou o bloqueio de bens de até R$ 22 milhões.

Figuras influentes na mira do Supremo Tribunal Federal

Além do ex-governador, nomes como o de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, e do pastor Márcio Poncio também surgiram no radar. Mandados de prisão e busca foram cumpridos no Rio de Janeiro e em São João de Meriti.

A PF apura se houve vazamento de informações sigilosas que poderiam ter beneficiado facções criminosas. As defesas dos citados, incluindo a de Cláudio Castro, ainda não se manifestaram oficialmente sobre o teor das listas.

O impacto das investigações na carreira de Cláudio Castro

Vale lembrar que o ex-governador já era alvo de apurações por suas relações com empresários. Recentemente, ele desistiu de sua pré-candidatura ao Senado após ser alvo de duas operações policiais em um curto intervalo de tempo.

As anotações indicariam possíveis repasses diretos de dinheiro a agentes políticos do Rio, hipótese que passou a ser uma das principais linhas de investigação para entender a influência do crime organizado na estrutura estatal.

A fonte original é a Notícias ao Minuto Brasil.

You May Also Like
Bolsonaro é levado a hospital para passar por cirurgia, diz Michelle

Michelle Bolsonaro retoma ataques contra Ciro Gomes e expõe conflito interno no Partido Liberal sobre alianças políticas para as próximas eleições

Ex-primeira-dama resgatou declarações polêmicas do político cearense para questionar a viabilidade de uma parceria entre ele e o bolsonarismo
Instituições repudiam agressão à repórter Heloísa Vilella na Câmara

Agressão contra a jornalista Heloísa Vilella no Salão Verde da Câmara dos Deputados gera forte onda de repúdio entre entidades de imprensa no Brasil

Entidades sindicais condenam a violência sofrida pela profissional e exigem rigorosa investigação sobre o episódio durante transmissão ao vivo
Lula deve enviar nome de Messias ao Senado mesmo sob risco de Alcolumbre rejeitar indicado ao STF

Aprovação de Jorge Messias ao STF: entenda o clima de tensão no Senado e os desafios do indicado de Lula para conquistar a cadeira na Corte Suprema

O advogado-geral da União enfrenta um placar apertado e a resistência de figuras-chave do Legislativo em uma votação considerada histórica pelo governo
Messias diz que inquéritos precisam ter 'início, meio e fim' e chama Mendonça de 'irmão de fé'

Jorge Messias fala sobre o fim do inquérito das fake news e defende duração razoável de processos judiciais para garantir o fortalecimento da democracia

Indicado ao Supremo Tribunal Federal, o atual AGU Jorge Messias defende limites para investigações e reforça laços com o ministro André Mendonça