A crise na Americanas ganhou novos contornos com a revelação de números divergentes sobre o tamanho do rombo financeiro. A Polícia Federal apresentou cifras que superam o dobro do que a empresa admitiu anteriormente.

Diante da repercussão, a varejista precisou se explicar ao mercado e aos órgãos reguladores. O caso agora envolve nomes de peso do cenário econômico nacional e grandes instituições bancárias em uma investigação profunda.

Em nota enviada à B3, a companhia destacou que não possui acesso aos detalhes do inquérito sigiloso que corre na justiça. A manifestação busca esclarecer os fatos aos investidores, conforme divulgado pelo Estadão.

Americanas questiona cálculo da Polícia Federal sobre fraude de R$ 54 bilhões

A Americanas, que segue em processo de recuperação judicial, afirmou nesta terça-feira que o valor de R$ 54 bilhões atribuído à fraude contábil foi apurado em um inquérito da Polícia Federal ao qual ela não tem acesso.

A resposta da varejista foi motivada por um ofício da B3, após a circulação de notícias mencionando o montante bilionário. O valor surgiu no âmbito da segunda fase da Operação Disclosure, que mira diversos agentes envolvidos no caso.

A divergência bilionária nos números da fraude

A cifra de R$ 54 bilhões apresentada pela investigação contrasta fortemente com os R$ 25,3 bilhões em lançamentos indevidos que a própria Americanas reconheceu em suas demonstrações financeiras revisadas anteriormente.

Segundo a empresa, o montante admitido por ela foi auditado de forma independente e serviu como base para o plano de recuperação judicial homologado no fim de 2023. A companhia diz desconhecer como a PF chegou ao novo cálculo.

Os alvos da Operação Disclosure

A operação policial cumpre mandados de busca e apreensão contra figuras centrais, incluindo Beto Sicupira e o filho de Jorge Lemann. A ação também alcança executivos de grandes bancos como Itaú, Bradesco e Santander.

A investigação busca entender o papel de acionistas da 3G Capital e de conselheiros no esquema. A Americanas reitera que não é o alvo direto desta fase da investigação, mas sim indivíduos ligados à sua administração passada.

Transparência e próximos passos da varejista

A varejista ressaltou ao mercado que não tem conhecimento de novos desdobramentos que possam alterar os valores já registrados em seus balanços. A empresa afirma que mantém o compromisso com a transparência durante o processo.

O inquérito da Polícia Federal segue sob sigilo, o que impede a companhia de analisar os critérios técnicos usados para a definição do rombo de R$ 54 bilhões, mantendo o mercado em alerta sobre possíveis novos impactos financeiros.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa em: Estadão | Americanas diz desconhecer cálculo da PF.

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