O diretório nacional do PL, partido comandado por Valdemar Costa Neto, está no centro de uma nova movimentação financeira. A legenda destinou R$ 600 mil do fundo partidário para uma ONG.
A entidade beneficiada, chamada Passos da Liberdade, é presidida por um pré-candidato da própria sigla no Rio Grande do Sul. O contrato prevê serviços de comunicação no estado de Minas Gerais.
Além do montante partidário, a organização produz um documentário que conta com recursos de emendas parlamentares de nomes influentes da direita, conforme divulgado pelo portal Notícias ao Minuto Brasil.
Entenda o repasse de R$ 600 mil do PL para a ONG Passos da Liberdade
Entre os meses de janeiro e abril deste ano, a ONG Passos da Liberdade recebeu pagamentos mensais de R$ 150 mil do PL. O valor total de R$ 600 mil foi justificado como assessoria audiovisual.
A sede da entidade fica em Porto Alegre e seu presidente é Rodrigo Cassol Lima, pré-candidato a deputado estadual. A nota fiscal aponta que o serviço foi prestado especificamente em Minas Gerais.
Criada em 2023, a associação se define como defensora de direitos sociais e possui um perfil conservador. O foco atual da organização é o lançamento de produções que abordam temas políticos e históricos.
O documentário Nós e o apoio de Eduardo Bolsonaro
A ONG está finalizando o documentário intitulado “Nós”, que trata de regimes autoritários comunistas na Europa. A produção recebeu R$ 860 mil por meio de emendas parlamentares de deputados do PL.
Entre os financiadores estão Eduardo Bolsonaro, Mario Frias e Marcos Pollon. O filme é dirigido por Gustavo Lopes, que atuou como secretário nacional de Audiovisual durante o governo de Jair Bolsonaro.
A obra teve gravações em países como Polônia, Alemanha e Hungria. Apesar do apoio de figuras ligadas ao ex-presidente, a produção informou que o longa não deve citar ou ter ligação direta com Bolsonaro.
A defesa da ONG sobre o uso dos recursos
Em nota oficial, a Passos da Liberdade confirmou o contrato com o PL para comunicação institucional. A entidade reforçou que a parceria não possui relação com campanhas eleitorais ou promoção pessoal.
Sobre a gestão de Rodrigo Cassol Lima, a ONG declarou: “não há remuneração, honorários ou qualquer vantagem pessoal ao diretor-presidente da associação em razão desse contrato”, garantindo a lisura do processo.
A instituição também negou qualquer vínculo com o filme Dark Horse, que gerou polêmicas anteriores. Eles afirmam que as iniciativas são distintas e possuem finalidades e fontes de financiamento próprias.
Sigilo contratual e próximos passos da produção
Questionada sobre os detalhes do conteúdo produzido para o partido em Minas Gerais, a associação alegou impedimento legal. Segundo eles, existe uma cláusula de confidencialidade que impede a exposição de estratégias.
A estreia do documentário “Nós” está agendada para o dia 15 de julho, em Brasília. Lideranças da direita são esperadas para o evento, que deve ocorrer no tradicional Cine Brasília, marcando o lançamento oficial.
Até o momento da publicação original, o PL não havia se manifestado sobre os pagamentos. A fonte original desta notícia é o portal Notícias ao Minuto Brasil, e você pode ler a matéria completa através deste link: https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/2394187/pl-pagou-r-600-mil-a-ong-que-recebeu-emendas-de-bolsonarista-para-fazer-filme








