A tensão nos bastidores do Partido Liberal (PL) atingiu um novo patamar com o embate público entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. A disputa ameaça os planos da sigla.
Enquanto Flávio se posiciona como pré-candidato à Presidência, Michelle reclama de ser escanteada e critica a falta de espaço para as mulheres na montagem das chapas estaduais para as próximas eleições gerais no Brasil.
A cúpula partidária agora corre contra o tempo para evitar um racha definitivo que possa prejudicar o desempenho eleitoral da legenda, conforme divulgado pelo portal Notícias ao Minuto Brasil.
O papel de Valdemar Costa Neto na mediação do conflito
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, vê em Michelle Bolsonaro um dos maiores ativos políticos do partido. Ele sabe que a imagem da ex-primeira-dama é vital para conquistar o eleitorado feminino.
Com Jair Bolsonaro preso, Valdemar antecipou sua volta dos Estados Unidos para tratar o caso pessoalmente. Ele pediu calma e afirmou que divergências são naturais em ambientes plurais e democráticos para o crescimento.
O objetivo principal é garantir que o PL consiga eleger a maior bancada da Câmara dos Deputados. Isso asseguraria à sigla as maiores fatias dos fundos partidário e eleitoral para os próximos anos de campanha.
As queixas de Michelle sobre o PL Mulher
Aliados de Michelle afirmam que ela se sente desvalorizada, apesar de ter estruturado o PL Mulher em todo o país. Ela reclama que suas indicadas estão sendo trocadas por nomes masculinos em vários estados.
Um dos pontos de maior atrito é a candidatura ao Senado no Ceará. Michelle defende o nome da vereadora Priscila Costa, mas o diretório local prefere lançar o pai do deputado André Fernandes na vaga.
Em vídeos recentes, ela destacou que o partido poderia indicar 17 mulheres para o Senado, mas luta para manter apenas três. “Três vagas de 17 que poderíamos ter, e tem sido uma batalha diária”, afirmou Michelle.
Damares Alves entra na turma do deixa-disso
A senadora Damares Alves tem atuado como ponte entre a madrasta e o enteado. Amiga íntima de Michelle, ela se dispôs a mediar a relação e contribuir com propostas para a pré-campanha de Flávio.
Flávio Bolsonaro convidou Damares para uma reunião de trabalho focada em atrair o voto feminino. Ele também estendeu o convite a Michelle de forma pública, mas ainda não obteve uma resposta positiva da ex-primeira-dama.
Pessoas próximas ao senador dizem que ele tentou contato telefônico várias vezes, sem sucesso. Michelle, por sua vez, alega que o senador frequenta sua casa e poderia ter falado pessoalmente se realmente quisesse.
Ataques internos e o cenário eleitoral
Enquanto alguns tentam apaziguar, Eduardo Bolsonaro manteve o tom crítico contra a madrasta. Ele compartilhou vídeos que sugerem que Michelle estaria fazendo “birra” por querer ser a candidata à presidência.
Essa divisão interna ocorre em um momento delicado, onde pesquisas mostram que Flávio tem dificuldade com o eleitorado feminino. Segundo a Genial/Quaest, ele cai de 29% para 24% entre as mulheres brasileiras.
Lula, o atual presidente, lidera com 39% das intenções de voto no geral, subindo para 41% entre o público feminino. Esse cenário torna a participação ativa e harmoniosa de Michelle ainda mais estratégica para o PL.
A fonte original desta notícia é o Notícias ao Minuto Brasil, que pode ser acessada através deste link: https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/2393613/valdemar-e-damares-tentam-apaziguar-relacao-entre-michelle-e-flavio-bolsonaro?utm_source=rss-politica&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed








