A Justiça da Flórida, nos Estados Unidos, autorizou nesta terça-feira a entrada oficial do governo brasileiro em um processo polêmico. A Advocacia-Geral da União agora atua na defesa do ministro do STF, Alexandre de Moraes.

A ação foi movida pelo grupo Trump Media e pela plataforma Rumble, que contestam ordens de bloqueio de contas em redes sociais. As empresas alegam que as medidas ferem a Primeira Emenda da Constituição americana.

Em uma vitória importante para o ministro, a magistrada negou o pedido das empresas para que ele fosse julgado à revelia, conforme divulgado pelo portal Notícias ao Minuto Brasil.

A estratégia da AGU para proteger Alexandre de Moraes nos EUA

Ao aceitar a entrada do governo brasileiro no caso, o tribunal acolheu o argumento de que o país é a parte real interessada no litígio. Essa decisão é fundamental para a defesa de Alexandre de Moraes.

Com essa movimentação, a juíza anulou uma diretriz anterior que exigia que as empresas pedissem o julgamento à revelia do ministro. O processo agora ganha novos contornos jurídicos com a presença da AGU.

O argumento da soberania e as leis americanas

As plataformas argumentam que as determinações de Alexandre de Moraes violam a liberdade de expressão, além de infringirem leis federais de comunicações e políticas de reconhecimento de sentenças estrangeiras.

As empresas diziam que o ministro havia sido citado por e-mail em maio e que o prazo para resposta terminou em junho sem manifestação. No entanto, a entrada do Brasil no caso interrompe essa narrativa de omissão.

A derrota temporária de Donald Trump e da Rumble

O pedido de julgamento à revelia, realizado pelas empresas ligadas ao ex-presidente Donald Trump, foi negado. A juíza decidiu que tal pedido só poderá ser reapresentado se as questões de jurisdição forem resolvidas.

O governo brasileiro já apresentou uma moção para extinguir o processo por completo. A Justiça americana, contudo, adiou a decisão final sobre o arquivamento, mantendo a expectativa sobre o desfecho do caso.

Próximos passos do embate judicial no exterior

O tribunal determinou que a Trump Media e a Rumble apresentem uma resposta formal aos argumentos brasileiros em 14 dias. Essa etapa será crucial para definir se a ação contra Alexandre de Moraes terá continuidade.

O foco agora está na análise da competência da justiça da Flórida para julgar decisões de um ministro da suprema corte de outro país. O caso segue como um dos pontos mais sensíveis da relação jurídica entre as nações.

A fonte original desta notícia é o portal Notícias ao Minuto Brasil.

You May Also Like
André Mendonça quebra sigilos de Lulinha a pedido da Polícia Federal

Caso sobre quebra de sigilo de Lulinha será analisado por plenário do STF

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal…
Na prisão, Bolsonaro reclama de isolamento do cenário político

Na prisão, Bolsonaro reclama de isolamento do cenário político

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Preso desde janeiro no 19º Batalhão da Polícia…
Fux altera regras de eleição indireta no RJ e atinge pré-candidatos a mandato-tampão

Ministro Luiz Fux defende Rio de Janeiro contra críticas de colegas do STF e cita caso Banco Master em discurso aceso

Fux rebate comentários de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, alegando descrédito generalizado ao estado
Comissão aprova relatório, e PEC da escala 6x1 avança na Câmara

Comissão aprova relatório e avança PEC da jornada 6×1: o que muda na carga horária das empresas brasileiras

A CCJ da Câmara dos Deputados deu seguimento à proposta que pode reduzir a jornada semanal de 44 para 36 horas