O Brasil enfrentou um retrocesso preocupante no cenário econômico global ao perder sete posições no prestigiado Ranking Mundial de Competitividade de 2026. O país agora ocupa o 65º lugar entre 70 nações avaliadas.

Apesar de avanços em setores como energia renovável e atração de investimentos, gargalos históricos na educação e na produtividade impediram um melhor desempenho. Especialistas apontam que o ambiente de negócios ainda é um desafio.

A análise detalha como a insegurança jurídica e a baixa qualificação da mão de obra impactam diretamente a geração de riqueza no território nacional, conforme divulgado pelo Estadão.

Por que a competitividade brasileira caiu tanto em 2026?

A queda para a 65ª posição reflete dificuldades em áreas estruturais. Segundo o levantamento do IMD em parceria com a Fundação Dom Cabral, o país não conseguiu equilibrar fatores como educação básica, qualificação e custo de capital.

Hugo Tadeu, diretor na Fundação Dom Cabral, observa que o Brasil possui uma agenda significativa para a educação, mas ainda falha na velocidade de transferir conhecimento para a economia real, o que trava o crescimento sustentável.

O conceito de Produtividade Total dos Fatores mostra que o país tem dificuldade em transformar tecnologia e inovação em riqueza. O Brasil figura na última posição mundial em indicadores de habilidades linguísticas e financeiras.

O peso de um ambiente jurídico confuso

O estudo destaca que o débito corporativo coloca o Brasil na lanterna global. Para especialistas, os juros elevados são apenas um sintoma de um problema maior, que envolve incertezas regulatórias e um custo alto para operar.

Dados da Serasa Experian reforçam esse cenário, com a inadimplência empresarial atingindo recordes históricos. Atualmente, existem cerca de 9 milhões de CNPJs negativados, o maior nível registrado desde o início da série em 2016.

Embora exista capital disponível, grande parte dos recursos acaba sendo canalizada para financiar o setor público. Isso deixa as empresas privadas com menos fôlego para investir, elevando o endividamento do setor produtivo nacional.

Falta de eficiência nos gastos públicos

A eficiência governamental brasileira também foi alvo de críticas no relatório, ocupando a última posição global. O problema central, segundo a análise, não é apenas o volume de gastos, mas a qualidade de como o dinheiro é aplicado.

Quando o custo do capital sobe, o espaço para investimentos essenciais em saúde e bem-estar diminui. Países que lideram o Ranking Mundial de Competitividade são justamente aqueles que priorizam essas áreas de forma estratégica.

A melhora depende de uma reforma na matriz curricular e na valorização docente. Sem investir na formação de pessoas, o Brasil continuará enfrentando dificuldades para elevar a renda da população e reduzir as desigualdades históricas.

Potencial ignorado e caminhos para o futuro

Apesar dos números negativos, o cenário não é de colapso total. O Brasil ainda apresenta pontos fortes, como a sustentabilidade e a capacidade de atrair investimentos estrangeiros diretos em setores de energia limpa e siderurgia.

O grande desafio para os próximos anos será destravar o ambiente jurídico, reduzindo a insegurança que afasta investidores de longo prazo. A estabilidade regulatória é vista como a chave para uma subida consistente nas próximas avaliações.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir os detalhes completos na matéria original em: Estadão | Brasil piora desempenho em ranking global de competitividade.

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