A inteligência artificial está transformando o cenário industrial global, trazendo agilidade e segurança. No setor de extração, a tecnologia já é peça-chave para otimizar processos e reduzir custos operacionais.

A mineradora Vale deu um passo histórico ao inaugurar a primeira usina de beneficiamento totalmente controlada por algoritmos digitais. A unidade fica em Itabira, Minas Gerais, berço da empresa.

Essa mudança marca o início de uma nova fase para a produção de ferro no Brasil, integrando sistemas autônomos e gestão de dados. A iniciativa foi detalhada em reportagem conforme divulgado pelo Estadão.

A era da Mineração 4.0 na prática

Batizada de Usina Modelo Conceição 2, a unidade recebeu investimentos de R$ 200 milhões. O local agora opera de forma digital, utilizando ferramentas de ponta como o 5G e veículos totalmente autônomos.

Resultados impressionantes em Itabira

Em apenas três meses, a unidade registrou um salto de 25% na capacidade de beneficiamento anual. O volume subiu de 9 milhões para 11,2 milhões de toneladas, superando as expectativas iniciais da Vale.

Além do aumento quantitativo, a qualidade do produto também melhorou. A produção de minério premium cresceu 40%, atendendo à demanda de siderúrgicas que buscam reduzir a emissão de gases poluentes.

Tecnologia e segurança operacional

Com mais de 100 câmeras e 7.300 sensores, a usina permite que técnicos controlem tudo a distância. Essa digitalização retira trabalhadores de áreas de risco, aumentando drasticamente a segurança no dia a dia.

Segundo Carlos Medeiros, vice-presidente de Operações, “É o futuro da mineração já presente aqui na Vale”. Ele ressalta que é impraticável voltar a operar manualmente diante de tamanha inovação tecnológica.

Sustentabilidade e o futuro do setor

A Mineração 4.0 também traz ganhos ambientais, como a redução de 26% no teor de ferro nos rejeitos. Além disso, o índice de reaproveitamento de água no processo de filtragem atingiu a marca de 92%.

A empresa planeja levar esse modelo para outras unidades em Minas Gerais até 2028. O objetivo é criar um ecossistema que conecte minas, ferrovias e portos inteligentes em uma rede integrada de alta performance.

A fonte original é o Estadão e pode ser acessada em: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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