Governador afirma que operações policiais seguem ordens judiciais e demandas do Ministério Público

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reiterou nesta terça-feira que a Polícia Civil do estado possui plena autonomia para conduzir seus trabalhos investigativos. A declaração ocorre após o cumprimento de mandados da Operação Wi-Fi, que mirou uma produtora ligada a um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A ação gerou reações imediatas de aliados políticos, incluindo o prefeito da capital, Ricardo Nunes, que sugeriu uma possível motivação política. O senador Flávio Bolsonaro também questionou a atuação da corporação, alegando que o movimento poderia influenciar o cenário eleitoral, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

Tarcísio foi categórico ao afirmar que não interfere nos processos da polícia, definindo a instituição como um braço do Estado. Ele explicou que a operação apenas cumpriu uma demanda solicitada pelo Ministério Público, ressaltando que o procedimento ocorreu dentro da normalidade institucional.

Detalhes da Operação Wi-Fi e investigações em curso

A operação teve como alvo a produtora Go Up Entertainment e o Instituto Conhecer Brasil, presididos por Karina Ferreira da Gama. O inquérito apura suspeitas de superfaturamento e desvio de verbas em um contrato milionário firmado com a prefeitura para pontos de wi-fi.

A Polícia Civil investiga se parte dos R$ 108 milhões destinados ao projeto público teria sido direcionada para a produção do documentário Dark Horse. O caso ganhou repercussão após revelações sobre o possível financiamento da obra cinematográfica.

Conflito de versões sobre a transparência dos dados

Enquanto o prefeito Ricardo Nunes reclamou da operação, argumentando que as informações solicitadas seriam públicas, a Polícia Civil apresentou uma versão diferente ao Judiciário. Os agentes afirmaram que diversos ofícios foram enviados anteriormente, mas não obtiveram resposta.

Para o governador Tarcísio, a polícia apenas agiu para dar continuidade a uma investigação em curso. O embate político coloca em xeque a relação entre o governo estadual e os aliados bolsonaristas que criticam o rigor da Polícia Civil paulista.

Financiamento de filme e apurações da Polícia Federal

Além das suspeitas de desvio na prefeitura, o filme Dark Horse está no radar das autoridades devido a conversas reveladas pelo The Intercept Brasil. Áudios indicariam que Flávio Bolsonaro buscou financiamento com o Banco Master para o projeto.

A Polícia Federal também apura se cerca de R$ 61 milhões repassados pelo banqueiro Daniel Vorcaro teriam sido utilizados para custear despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Tanto Flávio quanto Eduardo negam qualquer irregularidade nas transações.

A fonte original é a Notícias ao Minuto Brasil – Política.

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