A corrida presidencial para 2026 já apresenta contornos definidos em uma disputa direta entre os dois principais nomes do cenário político nacional. Segundo os dados mais recentes, o atual presidente mantém a liderança em diferentes simulações de votação.
Mesmo com o turbulento clima de pré-campanha e crises internas nos partidos, a fotografia do momento revela uma estabilidade surpreendente entre os eleitores. O impacto de eventos políticos recentes parece ainda não ter alterado profundamente as intenções de voto.
Os números trazem um panorama detalhado sobre a rejeição dos candidatos e o desempenho em segmentos específicos da sociedade brasileira, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto com informações da Folha de S.Paulo e Datafolha.
Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentam em cenário estável para o segundo turno
A nova rodada da pesquisa Datafolha indica que, em um eventual segundo turno, o presidente Lula (PT) aparece com 48% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 43%. O resultado mostra um cenário de equilíbrio dentro da margem de erro.
Já no primeiro turno, o petista marca 40%, contra 32% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em votos válidos, que excluem brancos e nulos, Lula atinge 45% e Flávio chega a 36%. É importante notar que “o dado precisa ser lido com cautela, pois os 8% de nulo, branco, ninguém apontados agora tendem a cair perto do pleito”.
A rejeição continua sendo um desafio para ambos os líderes, com 48% dos eleitores afirmando que não votariam em Flávio de jeito nenhum, e 46% dizendo o mesmo sobre Lula. Outros nomes testados, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, seguem distantes na disputa.
Crises na campanha e o fator Michelle Bolsonaro
O desempenho de Flávio Bolsonaro ocorre em meio a polêmicas, incluindo o recente desentendimento público com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em vídeo, ela criticou o enteado e “deixou a chefia do PL Mulher e colocou sua candidatura a senadora pelo Distrito Federal em xeque”.
O senador tentou se retratar após as críticas de Michelle, mas o impacto entre o eleitorado feminino ainda é visível. Segundo o levantamento, 50% das mulheres preferem Lula em um segundo turno, enquanto 40% declaram voto no parlamentar do Rio de Janeiro.
Além das questões familiares, a campanha enfrenta o desgaste de investigações sobre financiamento de projetos audiovisuais e declarações recentes de Flávio a diplomatas sobre o sistema eleitoral, emulando posturas que levaram à inelegibilidade de seu pai.
Divisão do eleitorado e bases de apoio
Os perfis socioeconômicos dos eleitores de cada candidato permanecem bem definidos. Lula mantém sua força histórica entre os nordestinos, onde atinge 55%, e entre os brasileiros com menor nível de instrução, somando 51% desse grupo.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro registra melhor desempenho entre a classe média, que ganha de 2 a 5 salários mínimos, e entre os moradores da região Sul, com 41%. O eleitorado evangélico também é uma base forte para o senador, com 47% de preferência.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-01166/2026. “A má notícia para o pré-candidato do PL, que terá a postulação confirmada em convenção neste sábado (25), é que esse cenário é de estabilidade desde maio”.
A fonte original desta notícia é o portal Notícias ao Minuto Brasil, que pode ser acessada integralmente através deste link: Notícias ao Minuto Brasil.








