O BNDES assinou contratos estratégicos com a ENBPar e a INB para estruturar modelos de parceria com o setor privado. O objetivo é desenvolver a exploração de urânio e minerais associados em diversas regiões brasileiras, buscando garantir a autonomia no abastecimento das usinas nucleares nacionais.

A iniciativa faz parte do Programa Pró-Urânio, que visa acelerar a pesquisa de novas reservas e viabilizar a exportação de excedentes produtivos. O banco já iniciou o processo de contratação de consultorias especializadas para oferecer o suporte técnico necessário aos estudos que serão conduzidos, conforme divulgado pelo Estadão.

O projeto reflete um esforço coordenado para aumentar a capacidade produtiva do país, que possui uma das maiores reservas de urânio do mundo. Embora menos de um terço do território tenha sido prospectado, o Brasil busca atrair investimentos externos para expandir a mineração de forma eficiente.

Expansão da infraestrutura e parcerias estratégicas

O foco central é viabilizar a exploração em cinco estados brasileiros. A lista de locais inclui Amorinópolis (GO), Iporá (GO), São José de Espinharas (PB), Sapopema (PR), além de áreas em Cavalcante (GO), Colinas do Sul (GO), Arraias (TO) e Caetité (BA). A estratégia busca descentralizar a atividade.

Aumento na demanda por produção nacional

O presidente da INB, Tomás Figueiredo Filho, destacou recentemente a necessidade urgente de sextuplicar a produção de urânio. Esse salto é essencial para atender ao crescente consumo interno e acompanhar o ritmo de expansão do setor nuclear, que ganha força no debate sobre energia limpa.

O interesse de outras estatais no setor

A Petrobras também demonstrou interesse em atuar na área. A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que “eu gosto da ideia de explorar potássio. Gosto da ideia de explorar minerais críticos. Gosto da ideia de fazer urânio”, embora reconheça a necessidade de ajustes no objeto social da companhia.

Impacto da transição energética nos preços

O urânio tornou-se um item extremamente cobiçado no contexto da transição energética global. Com a valorização do mineral, que chegou a superar os US$ 85 por tonelada, o Brasil vê uma oportunidade econômica real, destacando-se projetos como o de Santa Quitéria, no Ceará.

Desafios e perspectivas futuras

Atualmente, apenas a mina de Caetité está em pleno funcionamento, abastecendo Angra 1 e 2. O Brasil ainda enfrenta o desafio de realizar o processamento do mineral, já que precisa enviar o urânio ao exterior para a etapa de transformação em gás. A fonte original é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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