O cenário político no Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo de incertezas após o Tribunal de Contas do Estado recomendar a rejeição das contas do governo Cláudio Castro referentes ao ano de 2025. A decisão foi tomada por 3 votos a 1 durante uma sessão recente.
O parecer técnico indica falhas significativas nos registros financeiros estaduais. O Rioprevidência, que já é alvo de investigações da Polícia Federal, aparece no centro das preocupações dos conselheiros sobre a transparência dos números públicos, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.
Agora, o relatório segue para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Caberá aos deputados estaduais a decisão final sobre a aprovação ou a rejeição das contas de Cláudio Castro, em um processo que deve movimentar os bastidores da política local nos próximos dias.
Irregularidades nas contas de Cláudio Castro
O conselheiro José Gomes Graciosa, autor do voto vencedor, destacou que o balanço do Rioprevidência não contabilizou possíveis perdas em investimentos realizados no Banco Master, um montante estimado em quase 2 bilhões de reais.
Além disso, o tribunal identificou falhas graves nas classificações de aportes feitos em fundos financeiros, como o Mirai Asset e o banco Genial. Segundo o relatório, existem problemas críticos na forma como esses valores foram declarados nos registros oficiais.
Divergências no caixa e controle interno
Os auditores também apontaram uma superavaliação de 823 milhões de reais na disponibilidade de caixa do governo. O valor apresentado nos relatórios fiscais divergiu do montante reportado pelas instituições bancárias, revelando uma falha operacional recorrente.
O conselheiro Graciosa reforçou que a repetição dessas divergências, já observadas em anos anteriores, demonstra uma fragilidade estrutural nos controles internos do estado. No total, foram identificadas cinco irregularidades e 12 impropriedades contábeis.
Auditorias especiais e investigações da Polícia Federal
O tribunal determinou a abertura de auditorias especiais para investigar os benefícios fiscais concedidos pelo estado. Um dos focos principais é o Grupo Refit, ligado ao empresário Ricardo Magro, que mantém relação sob apuração da Polícia Federal.
O governo Cláudio Castro enfrenta um momento delicado, marcado por operações da PF envolvendo nomes como o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O ex-governador nega qualquer irregularidade e as investigações seguem em curso pelos órgãos competentes.
A assessoria de Cláudio Castro informou que se posicionaria sobre o parecer do Tribunal de Contas em breve. A fonte original desta matéria é o Notícias ao Minuto Brasil.








