A Polícia Federal avançou nas investigações sobre um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras. O caso envolve o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, em uma operação que movimentou cerca de R$ 12 bilhões.
Segundo os relatórios, o BRB não teria sido uma vítima involuntária, mas sim um participante direto nas irregularidades. A instituição teria ignorado diversos sinais de alerta internos para prosseguir com os negócios suspeitos.
O esquema consistia na compra de carteiras de crédito que continham dados forjados e informações inexistentes, conforme divulgado pelo Estadão.
Relatório da PF aponta participação direta do BRB em fraude de R$ 12 bilhões
De acordo com a Polícia Federal, as provas demonstram que o BRB tomou ciência das suspeitas de fraudes nas carteiras de crédito adquiridas do Master desde o início das transações, no segundo semestre de 2024.
O relatório da PF é contundente ao afirmar que “Os depoimentos indicam que o BRB não foi vítima da estratégia fraudulenta do Banco Master”. A decisão de prosseguir com as operações foi considerada deliberada pelos investigadores.
As evidências incluem depoimentos de dirigentes, documentos apreendidos e relatórios financeiros que mostram que os gestores mantiveram os contratos mesmo cientes da inexistência de comprovantes e outras fragilidades operacionais.
Planilhas de Excel e dados fictícios nas carteiras
Uma auditoria interna do BRB, que só chegou ao conhecimento da PF após apreensões, revelou que as carteiras vendidas pelo Master foram montadas de forma precária. Foram encontrados e-mails falsos e idades fictícias nos cadastros.
O controle de dados era feito manualmente por meio de planilhas de Excel, sem estruturas de governança para a substituição de contratos. Esse conjunto de fatos, segundo a PF, evidencia a participação ativa do banco público nas práticas irregulares.
Pressão interna e aprovações em tempo recorde
Investigadores encontraram diálogos que mostram uma pressão incomum sobre os gestores do BRB para assinar contratos. Em certos episódios, três contratos sucessivos foram assinados em intervalos de poucos minutos, sem análise técnica.
O ex-diretor jurídico do banco relatou que, embora fizesse recomendações de cautela, as operações eram levadas diretamente à diretoria colegiada, formada por nomes de confiança da presidência, e disponibilizadas apenas no dia da votação.
Alertas de riscos ignorados pela alta gestão
Anotações na agenda da ex-diretora de Riscos, Luana de Andrade Ribeiro, revelam que o ex-presidente Paulo Henrique Costa foi alertado sobre os perigos. Em uma das notas, ela escreveu: “Compras: 90% fora da política”.
Mesmo com os pareceres contrários, a gestão insistia na necessidade de efetivar as compras de carteiras para evitar que o Banco Master quebrasse. Paulo Henrique Costa foi preso sob a acusação de aceitar R$ 146 milhões em propina através de imóveis.
A fonte original é o Estadão e você pode ler a matéria completa no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







