O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, tornou-se o centro de uma investigação da Polícia Federal que apura o repasse de R$ 3 bilhões do Rioprevidência para fundos ligados ao Banco Master. A operação busca entender como a influência política teria moldado o destino do dinheiro dos servidores.

Segundo os investigadores, Castro mantinha um vínculo próximo e um forte alinhamento com o banqueiro Daniel Vorcaro. A suspeita é que essa relação tenha sido fundamental para viabilizar aportes financeiros vultosos, ignorando etapas técnicas e normas de segurança, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil – Política.

Esta é a segunda vez em um curto intervalo de onze dias que o ex-governador é alvo de mandados de busca e apreensão. A PF acredita que o esquema envolvia desde a nomeação estratégica de cargos na diretoria do fundo até encontros luxuosos financiados pelo setor privado no exterior.

Investigação da Polícia Federal detalha influência de Cláudio Castro em aportes bilionários

Alinhamento político e viagens de luxo sob suspeita

A Polícia Federal destaca que a atuação do ex-governador não era apenas institucional, mas sim fruto de um vínculo pessoal estreito com o controlador do Banco Master. Para os agentes, havia um sincronismo evidente entre os encontros privados de Castro e os aportes financeiros subsequentes feitos pelo Rioprevidência.

Documentos enviados ao Supremo Tribunal Federal apontam que essas reuniões ocorriam frequentemente em ambientes privados e até em viagens internacionais custeadas pelo banqueiro. No celular de Daniel Vorcaro, foram encontradas mensagens indicando que a liberação de verbas dependia diretamente desse alinhamento com a cúpula do Executivo.

Mudanças estratégicas na diretoria do Rioprevidência

Outro ponto crucial da investigação é a substituição de nomes em cargos-chave do Rioprevidência. A PF identificou mudanças na Presidência e na Diretoria de Investimentos pouco antes de os grandes aportes começarem. Essas nomeações teriam garantido que as decisões seguissem os interesses do Banco Master.

Para os investigadores, houve uma clara supressão de etapas técnicas no processo decisório do fundo. A ausência de justificativas formais para as operações e a rapidez com que os valores foram liberados reforçam a tese de que o alinhamento político prevaleceu sobre a segurança financeira dos servidores estaduais.

Os detalhes das aplicações de R$ 3 bilhões

O montante investigado divide-se em duas frentes principais. Primeiro, o Rioprevidência aplicou cerca de R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master, títulos de dívida que não possuem garantia do Fundo Garantidor de Créditos, o que representa um risco elevado para o patrimônio público.

A segunda parte da investigação foca em outros R$ 2,01 bilhões destinados a fundos de investimento a partir de julho de 2024. Somadas, as movimentações sob suspeita chegam à cifra bilionária. O Banco Master, por sua vez, já foi alvo de intervenções anteriores e opera créditos considerados de alto risco pelo mercado.

Segunda operação em menos de duas semanas

A situação jurídica de Cláudio Castro se agravou com a deflagração desta oitava fase da Operação Compliance Zero. Apenas dez dias antes, ele já havia sido alvo da Operação Sem Refino, que investiga sonegação fiscal e ligações com o Grupo Refit, mostrando um cerco cada vez maior das autoridades federais.

Além do ex-governador, outros nomes de peso como lobistas e ex-diretores do Rioprevidência também foram alvos de buscas. Até o momento, a defesa de Castro não se manifestou oficialmente sobre as novas diligências, mas o espaço permanece aberto para que as justificativas dos envolvidos sejam apresentadas.

A fonte original desta notícia é o portal Notícias ao Minuto Brasil – Política, disponível em: Notícias ao Minuto.

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