O renomado jornal britânico Financial Times publicou nesta segunda-feira uma reportagem contundente sobre o filme Dark Horse, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A publicação afirma que a obra cinematográfica, em vez de impulsionar a imagem da família, pode acabar afundando a pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro para os próximos anos.

O periódico internacional classifica a situação como uma sucessão de equívocos que envolvem financiamentos suspeitos e investigações financeiras, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

Escândalo financeiro atinge produção de Dark Horse

Segundo o Financial Times, a produção se transformou em uma espécie de comédia de erros antes mesmo da sua estreia oficial nos cinemas, devido a revelações sobre como o projeto foi custeado.

Flávio Bolsonaro teria buscado financiamento com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que já foi alvo de investigações por fraudes bilionárias. Áudios mostram o senador cobrando repasses para a obra.

Na análise do jornal, essa controvérsia levanta sérias dúvidas sobre a viabilidade eleitoral de Flávio, que é visto como o sucessor político do pai após a condenação de Jair Bolsonaro pela Justiça brasileira.

O impacto nas eleições e na sucessão política

“A revelação colocou o principal desafiante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no centro de um amplo escândalo político que abalou Brasília”, destaca o texto do jornal britânico sobre o cenário atual.

A reportagem acrescenta que o senador de 45 anos terá que buscar no pai a inspiração necessária para sua própria sobrevivência política, já que sua candidatura nas eleições presidenciais corre riscos reais.

Dados do portal Intercept Brasil indicam que cerca de R$ 61 milhões, de um total de R$ 134 milhões acordados, foram enviados para a produção entre os meses de fevereiro e maio de 2025, valores considerados altíssimos.

Valores superam grandes produções do cinema nacional

O Financial Times aponta que a soma investida em Dark Horse supera com folga o orçamento de filmes brasileiros de grande porte, como O Agente Secreto, que custou aproximadamente R$ 27 milhões recentemente.

Defensores da cinebiografia, dirigida pelo americano Cyrus Nowrasteh, argumentam que o valor é compatível com os padrões de Hollywood, definindo o longa como um thriller que narra a chegada de Bolsonaro ao poder.

Além das questões financeiras, a produção enfrentou denúncias sobre condições de trabalho no set e polêmicas pelo uso não autorizado de músicas, o que aumentou o desgaste da imagem do projeto perante o público.

Apoio de Steve Bannon e estratégia conservadora

Apesar das críticas, aliados acreditam que o filme estrelado por Jim Caviezel pode ter grande repercussão. O ex-estrategista da Casa Branca, Steve Bannon, prometeu ajudar na divulgação da obra nos Estados Unidos.

Bannon afirmou ao jornal que a presença de uma estrela de Hollywood multiplica o alcance do investimento, dizendo que “é melhor do que fazer comerciais de 30 segundos na TV” para engajar a base cristã e conservadora.

O roteiro do filme aborda temas religiosos, mensagens contra o sistema e uma representação gráfica do atentado sofrido por Bolsonaro em 2018, misturando fatos reais com diversos elementos ficcionais para o cinema.

A fonte original desta notícia é o portal Notícias ao Minuto Brasil.

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