O Brasil alcançou um marco histórico em 2025, com o rendimento mensal real domiciliar per capita chegando a R$ 2.264. O aumento de 6,9% em relação ao ano anterior reflete um cenário de mercado de trabalho mais aquecido e maior retorno de aplicações financeiras.

Apesar da alta geral, a desigualdade social apresentou uma leve elevação após atingir um piso mínimo em 2024. O fenômeno ocorre enquanto os estratos mais ricos da população registraram ganhos significativamente superiores aos das demais faixas de renda.

As informações foram processadas com base em levantamentos recentes, conforme divulgado pelo Estadão. A análise aponta que o crescimento econômico não foi distribuído de forma homogênea entre todas as classes sociais brasileiras.

Concentração de renda no topo

Os 10% mais ricos do Brasil viram sua renda subir 8,7%, atingindo a marca de R$ 9.117 mensais por pessoa. Para o grupo do 1% mais abastado, o ganho foi ainda maior, com rendimento per capita de R$ 24.973, um avanço de 9,9% frente a 2024.

Em contrapartida, os 10% mais pobres sobreviveram com apenas R$ 268 mensais em 2025, o que representa cerca de R$ 8,93 por dia. Embora tenha havido um incremento de 3,1% para este grupo, a diferença abismal permanece uma barreira.

Fatores que impulsionaram os ganhos dos ricos

Especialistas indicam que o desempenho superior das classes altas está ligado a juros elevados, que beneficiam investimentos financeiros. Além disso, o rendimento proveniente de aluguéis de imóveis registrou trajetória de alta importante.

O mercado de trabalho também favoreceu trabalhadores de alta qualificação, que conseguiram reajustes salariais mais robustos. Esse conjunto de fatores permitiu que os donos de capital ampliassem seu patrimônio com maior velocidade que a base da pirâmide.

Mudança no cenário do Bolsa Família

O número de lares recebendo o Bolsa Família recuou de 18,6% em 2024 para 17,2% em 2025. O recuo ocorre porque o valor dos benefícios sociais permaneceu estável, enquanto outras fontes de renda ganharam mais destaque na economia.

A proporção de domicílios com beneficiários do BPC-LOAS, por outro lado, cresceu para 5,3%. É importante destacar que famílias atendidas pelo Bolsa Família possuem um rendimento médio de R$ 774, um terço do verificado em lares não assistidos.

Perspectiva histórica de longo prazo

Quando comparamos o cenário com o período pré-pandemia, o quadro é mais positivo para os mais vulneráveis. Desde 2019, a renda dos 10% mais pobres cresceu 78,7%, enquanto os 10% mais ricos registraram um avanço acumulado de 11,9%.

Esse avanço histórico dos mais pobres foi impulsionado pelo reajuste do salário mínimo e pelos programas de transferência de renda. O índice de Gini, que mede a desigualdade, continua abaixo dos níveis registrados em 2019, apesar da oscilação de 2025.

A fonte original deste conteúdo é o [Estadão](https://www.estadao.com.br/economia/ibge-renda-per-capita-recorde-2025-ganho-ricos-desigualdade/).

You May Also Like
AIE prevê maior queda na demanda global de petróleo após crise no Estreito de Ormuz

Crise no Estreito de Ormuz faz Agência Internacional de Energia reduzir projeção global de demanda de petróleo para 2026 em meio a conflitos

Conflitos no Oriente Médio impactam o fornecimento e forçam o uso recorde de reservas estratégicas mundiais para tentar conter a instabilidade do mercado
Vorcaro apelou a ex-diretor suspeito de receber mesada dias antes de receber negativa do BC em 2019

Vorcaro apelou a ex-diretor suspeito de receber mesada dias antes de receber negativa do BC em 2019

Vorcaro é preso em nova fase da Operação Compliance Zero 1:00 Ministro…
Desenrola 2 não é tratamento, é cirurgia financeira emergencial

Desigualdade no Brasil: IBGE revela dados alarmantes sobre a taxa de analfabetismo no país

Nordeste concentra mais da metade dos brasileiros que não sabem ler ou escrever, aponta o instituto.
Do Estreito de Ormuz à sua nota fiscal: varejo está no meio dessa conta e não tem para onde empurrar

Alta do preço do petróleo atinge patamar recorde de US$ 126 e preocupa mercados globais com instabilidade no fornecimento e tensão geopolítica

O salto nas cotações reflete a falta de planos estruturais do governo diante da volatilidade externa e do bloqueio estratégico no Estreito de Ormuz