A Justiça dos Estados Unidos avançou significativamente nesta semana no processo de insolvência do Banco Master. O juiz Scott M. Grossman, da Corte de Falências do Distrito Sul da Flórida, proferiu decisões fundamentais para a recuperação de ativos.
As medidas determinam a liberação de um espaço corporativo de alto padrão ocupado pela instituição em Miami. O magistrado também negou recursos apresentados pela defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, que tentava frear investigações.
As informações refletem o cenário atual do processo, conforme divulgado pelo Estadão.
Despejo e retomada de ativos em Miami
O magistrado autorizou o liquidante do Banco Master e a proprietária do edifício 830 Brickell Plaza a prosseguirem com um acordo para o despejo imediato do banco. O imóvel é considerado um dos endereços comerciais mais valorizados da cidade.
O banco havia alugado o 44º andar e metade do 45º andar em junho de 2024, mas nunca utilizou o espaço. O contrato previa pagamentos mensais de US$ 423 mil, o equivalente a cerca de R$ 2 milhões, que deixaram de ser quitados em setembro passado.
Bloqueio de recursos da defesa
Além da desocupação, o juiz negou pedidos da defesa de Daniel Vorcaro. A equipe jurídica tentava limitar ou impedir intimações para a produção de provas feitas pela EFB Regimes Especiais, que atua como liquidante da instituição financeira.
O ex-controlador também buscava suspender o andamento do processo enquanto recorria de decisões anteriores. No entanto, o tribunal decidiu manter o fluxo normal das ações judiciais, permitindo que a coleta de documentos e depoimentos prossiga sem interrupções.
Contexto do imóvel de luxo
O edifício 830 Brickell Plaza possui 57 andares e é um centro financeiro estratégico. O local abriga escritórios de gigantes como a Microsoft e a gestora Citadel. Após o reconhecimento da liquidação pelos EUA, o despejo estava travado juridicamente.
Agora, a proprietária do imóvel pode retomar a posse do local para atender novos clientes interessados. O contrato de aluguel incluía um depósito caução de US$ 3,6 milhões, utilizado para cobrir a inadimplência acumulada pelo banco nos últimos meses.
A fonte original é o Estadão.







