Em uma sessão recente, os ministros do STF Alexandre de Moraes e Flávio Dino subiram o tom contra parlamentares. Eles afirmam que ataques à Corte têm sido usados como estratégia para inflar números nas redes sociais e buscar apoio político.

A discussão ocorreu durante um julgamento na Primeira Turma do tribunal. Os magistrados defenderam a instituição e criticaram duramente o que chamam de instrumentalização do ódio para fins eleitorais, conforme divulgado pela Folha de S.Paulo.

O cenário, segundo os ministros, mostra um comportamento onde o debate político perde espaço para a agressão gratuita. Essa prática, segundo eles, visa apenas colher votos de eleitores através de uma polarização artificial contra o Judiciário.

A estratégia de usar o Supremo como escada eleitoral

Alexandre de Moraes foi enfático ao declarar que muitos políticos utilizam o STF como uma escada eleitoral. Para o ministro, parlamentares que carecem de votos tentam compensar a falta de apoio popular atacando a honra da corte.

Moraes afirmou que, em vez de debaterem seus mandatos, parlamentares preferem agressões verbais. O ministro comparou essa postura a uma forma de assédio moral que, em qualquer outro lugar do mundo, seria severamente repudiada pelo público.

Dino defende a intervenção do Judiciário

Flávio Dino reforçou as críticas classificando as investidas de parlamentares como uma covardia institucional. Para ele, o debate político passa por uma fase de degeneração que exige uma resposta firme dos órgãos de controle.

O ministro destacou que, enquanto o mercado político não conseguir se autorregular, a tutela do Judiciário será o único caminho. Dino ressaltou que a lei do mais forte não pode prevalecer sobre as instituições democráticas do país.

Uso de podcasts para trocas de ofensas

Durante o julgamento, a Primeira Turma analisou uma queixa entre dois parlamentares. O episódio serviu de exemplo para Moraes ilustrar como figuras políticas usam podcasts para trocar ofensas que repercutem nas redes sociais.

Os ministros observaram que essa troca de xingamentos é proposital. O objetivo, segundo os magistrados, é aumentar o engajamento e a visibilidade, tratando a política como uma disputa de likes em vez de um exercício de gestão pública.

Histórico de embates com o Congresso

Esta não é a primeira vez que o tribunal reage a investidas de políticos. Recentemente, ministros da Segunda Turma também criticaram a tentativa de indiciamento de magistrados por parte de uma CPI que investiga o crime organizado.

O decano Gilmar Mendes, inclusive, já solicitou investigações contra parlamentares e figuras políticas que disseminam vídeos satíricos. O tribunal mantém o posicionamento de que não tolerará o abuso de poder para fins eleitoreiros.

A fonte original desta matéria é o portal Notícias ao Minuto Brasil, disponível no link: Notícias ao Minuto Brasil – Política

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