Após 30 anos de intensas negociações, o esperado acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) finalmente sai do papel. A promulgação do tratado, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marca o início de uma nova fase para as relações comerciais brasileiras, com implementação progressiva a partir desta sexta-feira, 1º.

O pacto conecta dois blocos que somam aproximadamente 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de US$ 22,4 trilhões. A medida é vista por especialistas como um passo estratégico para aumentar a competitividade do Brasil no mercado global, conforme divulgado pelo Estadão.

Com a entrada em vigor do acordo comercial, diversos setores produtivos começam a experimentar mudanças imediatas em suas operações. Embora a redução de tarifas ocorra de forma escalonada, especialistas destacam que o impacto será sentido tanto no custo dos produtos importados quanto na facilitação das exportações brasileiras.

Impacto imediato na economia e redução tarifária

O tratado prevê a redução de taxas para cerca de 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% pela União Europeia. Esse movimento visa integrar as cadeias produtivas e tornar o Brasil um parceiro mais atrativo para investimentos internacionais, essencial em um cenário global de incertezas.

Vantagens competitivas para o setor industrial

Mais de 5 mil produtos brasileiros terão tarifa zero no mercado europeu. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 93% desses itens são bens industriais, o que deve impulsionar segmentos como máquinas, equipamentos, produtos metálicos e materiais elétricos, reduzindo custos de produção no Brasil.

Adaptação gradual para setores sensíveis

Nem todos os produtos terão isenção imediata. Itens mais sensíveis, como açúcar, carne e determinados alimentos, contarão com prazos maiores de adaptação. O objetivo é evitar choques bruscos nos mercados locais, permitindo que produtores nacionais se preparem para a concorrência externa de forma equilibrada.

Modernização e exigências ambientais

A entrada no mercado europeu exige que as empresas brasileiras elevem seus padrões de governança e rastreabilidade. Para a Fiemg, este é o momento ideal para a indústria brasileira se modernizar, buscando maior produtividade e diversificação na sua pauta exportadora diante de um mercado extremamente exigente.

Projeções de crescimento para o Brasil

Estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Serviços (Mdic) apontam um efeito positivo de R$ 37 bilhões sobre o PIB brasileiro. Além do incremento na balança comercial, espera-se uma redução no nível de preços ao consumidor, beneficiando o poder de compra da população a longo prazo com o aumento da competitividade.

A fonte original é o [Estadão](https://www.estadao.com.br/economia/acordo-mercosul-uniao-europeia-vale-a-partir-de-maio-e-tera-impacto-imediato-defendem-especialistas/).

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