O governo federal se prepara para lançar uma nova fase do programa de renegociação de dívidas, amplamente conhecido como Desenrola 2. A expectativa é que o anúncio oficial ocorra na próxima sexta-feira, trazendo um alívio para quem busca quitar débitos pendentes.

A iniciativa visa reduzir o peso das contas no orçamento doméstico, permitindo que cidadãos troquem dívidas de juros altos por condições mais acessíveis. O projeto está em fase final de ajustes, conforme divulgado pelo Estadão.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve definir os últimos detalhes da medida em reunião com ministros nesta semana. A proposta busca combater o alto endividamento das famílias brasileiras, que atinge níveis preocupantes segundo dados oficiais.

Como vai funcionar o novo Desenrola 2

O foco central desta edição é oferecer um prazo de até quatro anos para o pagamento total dos débitos. A taxa de juros aplicada será de, no máximo, 1,99% ao mês, facilitando a organização financeira de quem deseja sair do vermelho.

A proposta é permitir que dívidas caras, como as do cartão de crédito ou cheque especial, sejam substituídas por opções de crédito mais baratas. O programa contará com descontos agressivos, variando entre 40% a 90% sobre o valor da dívida original.

Quem poderá participar da renegociação

Para ser elegível ao programa, o cidadão deve possuir dívidas com atraso superior a 91 dias e inferior a dois anos. Além disso, o benefício é restrito a pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, focando no público mais vulnerável.

Outra novidade importante é a possibilidade de utilizar parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar os valores renegociados. Essa estratégia visa garantir que o trabalhador tenha meios reais de liquidar o compromisso financeiro.

Restrições contra sites de apostas

O governo incluiu uma regra importante no projeto: a proibição de transferências para sites de apostas, as chamadas bets, para quem aderir ao refinanciamento. A medida reflete a preocupação com o impacto dos jogos de azar no orçamento familiar.

Conforme destacado pelo Banco Central, as dívidas com bancos representam 49,7% da renda anual dos brasileiros. Atualmente, quase 30% da renda mensal das famílias brasileiras já está comprometida com o pagamento de juros e amortizações de débitos.

Exclusão temporária de empresas

Nesta etapa inicial, o programa atenderá apenas pessoas físicas. A renegociação para microempreendedores individuais (MEIs) e microempresas ainda não está prevista, devendo ser discutida pelo governo em um segundo momento, como ocorreu anteriormente.

O plano reflete o esforço da equipe econômica em estancar o avanço da inadimplência no país. O sucesso da medida dependerá da adesão dos credores e da facilidade de acesso oferecida aos devedores interessados em regularizar sua vida financeira.

A fonte original é o Estadão e você pode conferir a matéria completa em https://www.estadao.com.br/economia/desenrola-2-como-deve-funcionar-proposta-governo-endividados-entenda-npr/

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