Representantes do agronegócio contestam a escala 6×1 durante evento nacional
Lideranças de peso do agronegócio brasileiro se reuniram para expressar preocupações contundentes sobre a possível mudança na escala de trabalho 6×1. O tema ganhou destaque durante a cerimônia de abertura da Expozebu, em Minas Gerais.
O setor produtivo argumenta que a medida exige uma análise cautelosa. Segundo as entidades, alterações dessa natureza podem comprometer a estabilidade econômica nacional, conforme divulgado pelo Estadão.
O foco dos líderes está em como essa alteração impactaria diretamente a produtividade no campo e na indústria. O debate sobre a jornada de trabalho agora entra no radar político como um dos principais pontos de atenção para os próximos meses.
Riscos apontados pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu
O presidente da ABCZ, Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, foi enfático ao tratar do assunto. Ele destacou que a discussão precisa ser feita com extrema seriedade e responsabilidade por parte do Congresso Nacional.
Segundo o dirigente, a proposta é considerada nociva para o funcionamento do setor. Ele afirmou: “Destacamos aqui a necessidade de discutirmos assuntos como o fim da escala 6×1, com a devida seriedade, e levando em consideração todas as consequências possíveis”.
Críticas ao cenário fiscal e prioridades do País
Tirso Meirelles, presidente da Faesp, aproveitou o momento para criticar o modelo tributário brasileiro. Ele questionou o retorno dos impostos para a sociedade e defendeu que o Brasil resolva problemas estruturais antes de mudar a legislação trabalhista.
Para Meirelles, temas como transporte e segurança deveriam ter prioridade na agenda nacional. “Precisa resolver primeiro a estruturação do País em vez de mexer nos 6×1”, afirmou o presidente durante o evento em Uberaba.
Engajamento político e a tramitação no Congresso
O setor espera que a sociedade participe ativamente do planejamento de longo prazo para o Brasil. A presença de pré-candidatos à presidência no evento reforçou o desejo dos produtores por um projeto nacional mais consistente.
Vale lembrar que o tema ganha fôlego político após a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovar a admissibilidade de uma Proposta de Emenda à Constituição. O debate segue sendo acompanhado de perto pelos setores produtivos.
A fonte original é a Estadão.







