O Pix, que já revolucionou a forma como os brasileiros realizam transações, está prestes a dar um passo importante no mercado internacional. Durante o BB Day, em São Paulo, Marco Geovanne Tobias da Silva, vice‑presidente de gestão financeira do Banco do Brasil, revelou detalhes sobre a expansão do sistema para a Argentina e a ambição de levá‑lo até os Estados Unidos.

O banco público já permite que clientes realizem pagamentos em lojas físicas argentinas usando QR Code, sem precisar de cadastro prévio. Agora, a meta é replicar esse modelo nos EUA por meio da BB Americas, ampliando o alcance do Pix para consumidores e comerciantes americanos.

Além da expansão geográfica, Tobias apontou os desafios internos do Banco do Brasil em 2025, como o aumento das provisões e a queda significativa no lucro líquido, reforçando a necessidade de sustentabilidade e foco em negócios de maior retorno ajustado ao risco. (Fonte: Estadão)

Expansão do Pix para a Argentina e planos para os EUA

Como funciona a operação na fronteira

Em parceria com o Banco Patagônia, o BB lançou, no início do ano, uma solução que permite a brasileiros pagar em estabelecimentos argentinos via QR Code. A transação é concluída em reais, com câmbio automático para a moeda local e incidência de IOF, aparecendo no extrato como um Pix tradicional.

Objetivo de levar o Pix aos Estados Unidos

O próximo passo, segundo o executivo, é utilizar a BB Americas para oferecer a mesma praticidade nos EUA, facilitando compras em lojas físicas e digitais sem a necessidade de cartões ou contas locais.

Desafios financeiros do Banco do Brasil em 2025

Um ano recorde de provisões

Tobias descreveu 2025 como “o ano mais desafiador da história do banco público”, com o volume de provisões quase triplicando em relação à média da última década e o custo do risco subindo de 3,5% para mais de 5%.

Impacto nas principais métricas

O retorno sobre patrimônio (RoE) caiu 8,4 pontos percentuais, encerrando o ano em 12,4%, enquanto o lucro líquido recuou 45%, para R$ 20,685 bilhões.

Estratégias de crescimento e diversificação

Consórcios e pagamentos como pilares

O BB pretende ampliar a participação dos consórcios, que já administram R$ 150 bilhões e atendem 1,7 milhão de contas. Além disso, a parceria com a Cielo, controlada em joint venture com o Bradesco, busca ampliar a conexão com micro, pequenas e médias empresas, impulsionando o uso do Pix em pagamentos.

Parceria com o UBS e foco em crédito de maior retorno

A colaboração com o UBS resultou em mais de mil operações, totalizando mais de R$ 1 trilhão, reforçando a atuação do BB no mercado de capitais. Para 2025, a instituição focará em crédito de maior retorno ajustado ao risco, buscando solidez e transparência para clientes e investidores.

Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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