O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, intensificou sua crítica ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta‑feira (22). Em entrevista ao lado de deputados de oposição na Câmara dos Deputados, Zema descreveu o STF como “o pior Supremo da história” e acusou a corte de agir como incendiário da democracia.
O discurso veio como resposta ao pedido do ministro Gilmar Mendes para que o ministro Alexandre de Moraes inclua Zema no inquérito das fake news, após a divulgação de um vídeo satírico que imita os magistrados. O candidato disse que está sendo cerceado em sua liberdade de expressão e alertou para um risco de autoritarismo no Brasil, citando regimes como Coreia do Norte e Cuba.
Além das críticas, Zema apresentou um conjunto de propostas para mudar o processo de indicação de ministros do STF, incluindo idade mínima, eliminação de decisões monocráticas e maior participação de instituições como a OAB e a Procuradoria‑Geral da República. Conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil, o discurso foi marcado por tensão política e sugestões de impeachment contra ministros.
Críticas fortes ao papel do STF
STF como “incendiário” da nação
Zema afirmou que “o Supremo, no passado, era a instituição em que o Brasil se apoiava para resolver suas crises”. Hoje, segundo ele, “o Supremo é o incendiário do Brasil, o bombeiro que chega jogando gasolina”. O candidato condenou a atuação dos ministros, chamando‑os de “intocáveis”.
Acusação de atentado à democracia
O ex‑governador declarou que está sendo “tolerhado da liberdade de expressão” e que a situação se assemelha a regimes autoritários. “Estamos vendo um atentado à democracia”, disse Zema, questionando se ainda é permitido fazer caricaturas de autoridades.
Propostas de reforma da corte
Regras de indicação e idade mínima
Zema quer que os indicados ao STF tenham mais de 60 anos, que decisões monocráticas sejam eliminadas e que o processo de impeachment dependa apenas da maioria do Senado. Propõe ainda que a escolha dos ministros envolva não só o presidente, mas também o próprio Supremo, a Procuradoria‑Geral da República e a OAB.
Reação dos parlamentares
Deputados de oposição apresentaram novo pedido de impeachment contra Gilmar Mendes e encaminharam notícia‑crime à PGR. O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva, admitiu que ainda não há maioria no Senado, mas prometeu insistir nos pedidos de impeachment.
Fonte original: Notícias ao Minuto Brasil – Política








