Na reta final antes da sabatina do Senado, o advogado‑geral da União, Jorge Messias, tem intensificado visitas a senadores e se preparado para responder questões delicadas. A expectativa é que ele convença a maioria dos parlamentares a aprovar sua indicação ao STF, vaga aberta após a saída de um ministro.

A data da sabatina foi remarcada para 29 de março, depois de alterações de última hora pelos senadores. A indicação, feita pelo presidente Lula em novembro e formalizada apenas no dia 1º, gerou resistência inicial do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que exigia o apoio de ao menos 41 dos 81 senadores.

Messias conta com a neutralidade de Alcolumbre, que tem melhorado sua relação com o governo, e acredita que, mesmo com a oposição bolsonarista afirmando o contrário, a aprovação seja viável. Fonte: Notícias ao Minuto Brasil – Política

Estratégia de negociação no Senado

Busca de apoio entre diferentes bancadas

O entorno de Messias tem mobilizado mais de 75 senadores, com estimativa otimista de 48 votos favoráveis. Entre os aliados estão integrantes do MDB, PSD, evangélicos e representantes da bancada feminina, como Teresa Leitão (PT‑PE) e Dra. Eudócia (PSDB‑AL).

Aliados destacam a habilidade de diálogo de Messias, seu perfil técnico e sua fé evangélica, que pode atrair conservadores. Ele tem se encontrado tanto com opositores, como Carlos Portinho (PL‑RJ), quanto com senadores da base governista.

Expectativas na sabatina

Messias deverá defender a importância da separação dos Poderes e propor limites ao Judiciário, além de sugerir a criação de um código de ética para magistrados. Ele evitará temas polêmicos como o embate entre Gilmar Mendes e Alessandro Vieira, mas já tem respostas preparadas para assuntos como o escândalo do Banco Master e a CPI do INSS.

Em questões como o aborto, Messias deve apoiar o parecer da AGU de 2024 que considerou inconstitucional a resolução do CFM que limitava o aborto legal a menos de 22 semanas, argumentando que a competência é do Congresso.

Desafios políticos e críticas

O líder da oposição, Rogério Marinho (PL‑RN), já se manifestou contra a indicação, afirmando que, embora respeite Messias como cidadão, não acredita que ele contribuirá para melhorar a credibilidade do STF.

Por outro lado, o relator da indicação, Weverton Rocha (PDT‑MA), defende que Messias “preenche todos os requisitos”, destacando seu saber jurídico e reputação ilibada.

Histórico de aprovações no Senado

Para contextualizar, veja alguns placares recentes de indicações ao STF: Flávio Dino – 47 a 31; Cristiano Zanin – 58 a 18; André Mendonça – 47 a 32; Nunes Marques – 57 a 10; Luiz Fux – 68 a 2.

A aprovação de Jorge Messias dependerá de sua capacidade de articular apoio entre diferentes grupos, evitar disputas políticas e apresentar respostas institucionais a casos como o do Banco Master.

Fonte original: Notícias ao Minuto Brasil – Política

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