A Mosaic, gigante norte‑americana de fertilizantes, anunciou mudanças estratégicas no Brasil para melhorar margens e eficiência. A empresa vendeu o Complexo de Araxá (MG), reduzindo a produção anual de fosfatados em 1 milhão de toneladas.
Com a saída de Araxá, a Mosaic passará a atender o mercado brasileiro a partir de outras unidades próprias, além de operações no Peru e nos Estados Unidos. O país continuará sendo prioridade, com estudos de nióbio e terras raras em Patrocínio (MG) para diversificar receitas.
O movimento responde ao aumento de custos, sobretudo o salto no preço do enxofre, que pressionou a rentabilidade da produção de fosfato monoamônico. Conforme divulgado pelo Estadão, o country manager Eduardo Monteiro destacou que a mina de Araxá estava exaurida e que a empresa mantém compromisso inabalável com o Brasil.
Redesenho da estratégia: foco em margens e eficiência
Venda do complexo de Araxá
A decisão de vender o complexo minerador de Araxá reduz a capacidade de produção de fosfatados, mas permite que a Mosaic concentre recursos em ativos mais rentáveis. Monteiro explicou que “a mina de Araxá estava exaurida e a rentabilidade foi pressionada pelo salto no preço do enxofre”.
Novas áreas de exploração
Estudos em nióbio e terras raras em Patrocínio (MG) sinalizam a intenção da empresa de diversificar seu portfólio, buscando receitas além dos fertilizantes tradicionais. Monteiro reforçou: “Nosso compromisso com o Brasil é inabalável”.
Investimento em bioinsumos
A Mosaic está lançando dois produtos da linha Mosaic BioScience, que prometem aumentar a eficiência das plantas ao melhorar a absorção de nutrientes já presentes no solo. “Em cenário de custos proibitivos no campo, os bioinsumos elevam a eficiência da planta”, afirmou Monteiro.
Gestão de custos e estoques
O preço do enxofre, essencial para o fosfato monoamônico, ultrapassou o valor de venda do produto, desafiando a viabilidade econômica. A empresa dispõe de estoques de enxofre para 60 dias e estima que 40% da carteira de vendas esteja garantida para a próxima safra.
A fonte original da matéria é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







