O cenário do luxo mundial atravessa um período de incertezas. A guerra no Oriente Médio e a desaceleração pós‑pandemia reduziram o consumo de artigos de alta costura, deixando marcas tradicionais em alerta.
Entretanto, um grupo de empresas norte‑americanas tem apresentado resultados surpreendentes. Ralph Lauren, Coach e The Row estão entre as marcas que registram crescimento de receita, aumento nas ações e maior visibilidade nas redes sociais.
Em entrevista exclusiva concedida ao Estadão, a figurinista de “O Diabo Veste Prada”, Molly Rogers, que chega ao Brasil pela primeira vez para o Iguatemi Talks Fashion, comenta as transformações que estão impulsionando esse novo momento do luxo americano. Fonte: Estadão.
Por que o luxo americano está despontando no mercado global
Reestruturação de marcas históricas
A Ralph Lauren vem revigorando sua oferta há anos, com controle ampliado da distribuição, lojas que agora contam com cafés e restaurantes, e investimento em marketing que chegou a 7 % das vendas, o dobro da década anterior. “As pessoas visitam as lojas porque adoram o ambiente”, destaca David Lauren.
Estratégia direta ao consumidor da Coach
A Coach abandonou lojas de departamento e passou a vender quase 90 % de seus produtos diretamente ao cliente. Campanhas com celebridades como Selena Gomez e a personalização de pingentes atraíram um público mais jovem, gerando um aumento de 25 % nas vendas no último trimestre.
Influência cultural e apelo dos anos 90
O estilo preppy e as referências aos anos 90 ganharam força nas buscas online: suéteres com zíper da Ralph Lauren cresceram 132 % no último trimestre de 2025, segundo a Lyst. Esse retorno nostálgico reforça a conexão das marcas americanas com consumidores que buscam autenticidade.
Preço acessível versus luxo europeu
Produtos americanos costumam ter faixas de preço entre US$ 200 e US$ 500, enquanto bolsas de luxo europeias podem custar de 5 a 10 vezes mais, conforme estimativas do JPMorgan Chase. Essa diferença atrai consumidores com orçamento restrito, especialmente em períodos de instabilidade econômica.
Apesar do crescimento, especialistas alertam que os EUA ainda não substituíram a Europa como epicentro da moda de luxo. Desfiles em Paris, Milão e Londres continuam dominando o calendário, e marcas americanas como Kate Spade e Michael Kors enfrentam desafios significativos.
Para mais detalhes, acesse a matéria original em Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







