Nos últimos meses, o presidente Lula tem colocado a pauta feminina no centro de sua agenda, buscando reverter a perda de apoio entre as eleitoras. Entre seminários, decretos e projetos de lei, mais de dez iniciativas foram lançadas, sempre ao lado da primeira‑dama Janja.
Segundo auxiliares do Planalto, Janja tem exercido forte influência nas decisões e nos discursos do presidente, ampliando a presença do tema nas agendas oficiais. A estratégia surge após a pesquisa Datafolha mostrar que Lula deixou de ter vantagem sobre o eleitorado feminino.
Conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil, a queda no apoio das mulheres ocorre num cenário de declarações controversas e de um gabinete ainda predominantemente masculino.
Ações recentes voltadas às mulheres
Eventos e decretos
Em fevereiro, o governo publicou um decreto que aperfeiçoa o Ligue 180, telefone dedicado a denúncias de violência contra a mulher, e decretou 17 de outubro como Dia Nacional de Luto e Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio. No mesmo mês, foi sancionada a regulamentação da profissão de doula, que acompanha gestações e partos.
Legislação contra a violência
Desde o segundo semestre de 2023, mais de cinco leis com foco direto nas mulheres foram aprovadas, incluindo um pacote que prevê tornozeleira eletrônica obrigatória para agressores e a tipificação do crime de vicaricídio – assassinato de filhos ou parentes dentro da violência doméstica.
Pacto contra o Feminicídio
Recentemente, Lula participou do Pacto contra o Feminicídio, assinado pelos três Poderes após uma série de casos de assassinatos de mulheres, reforçando o compromisso do governo com a cobrança de medidas efetivas.
Esporte e cultura
O presidente também buscou inserir mulheres no cenário esportivo, encaminhando ao Congresso um projeto de lei que trata da realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 no Brasil. Apesar da iniciativa, o troféu da Copa Feminina não chegou a tempo para a cerimônia no Planalto.
Impacto nas pesquisas e reações
A pesquisa Datafolha de março mostrava Lula com 50% de apoio entre as mulheres contra 37% de Flávio Bolsonaro. Em abril, o apoio se igualou: 47% a 43%, dentro da margem de erro de três pontos percentuais, indicando que a estratégia ainda não garantiu a recuperação do eleitorado feminino.
Embora as ações sejam numerosas, o governo continua criticado por declarações machistas do presidente e pela baixa representatividade feminina no gabinete. Após a saída de ministros para a disputa eleitoral, a presença de mulheres caiu de 10 para 8 entre as 38 pastas, com substituições majoritariamente por homens.
A fonte original da matéria é a Notícias ao Minuto Brasil – Política.








