O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), reafirmou nesta quinta‑feira (16) que continuará com sua pré‑candidatura à Presidência, mesmo que seja convidado a ser vice‑presidente de Flávio Bolsonaro (PL). Em evento realizado em Pinheiros, São Paulo, ele também apresentou sua primeira medida: a reforma do Supremo Tribunal Federal (STF).
Zema afirmou ter recebido “acenos positivos” do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre sua pretensão eleitoral e criticou os rivais da direita, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado (PSD), por supostos laços familiares na política. Segundo ele, “zero parentes” na política o diferencia dos adversários, ressaltando seu posicionamento contra o nepotismo.
Apesar da postura firme, as pesquisas ainda são desfavoráveis: o Datafolha mostra Zema com 4% das intenções de voto, empatado com Caiado (5%) e bem atrás de Lula (39%) e Flávio Bolsonaro (35%). Fonte: Notícias ao Minuto Brasil – Política.
Plano de governo: reforma do STF e outras propostas
Reforma do Supremo
“Minha primeira medida será propor ao Congresso um novo Supremo. Um Supremo em que seus membros prestem contas de seus atos, e que parentes de ministros não possam ter negócios jurídicos. Um Supremo com idade mínima de 60 anos e duração de 15 anos de mandato”, declarou Zema. A proposta surge em meio ao escândalo do Banco Master, que revelou ligações de ministros da corte com a instituição financeira de Daniel Vorcaro.
Medidas de combate ao nepotismo e ao poder judiciário
Além da reforma no STF, o plano inclui o fim das decisões monocráticas, a limitação do foro especial à Presidência da República, a proibição de indicações ao Tribunal de Contas para quem tenha vínculos familiares ou partidários e a eliminação dos “penduricalhos salariais”.
Anistia e segurança pública
Zema propõe anistia a Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado, e aos manifestantes de 8 de janeiro. Na segurança, quer tratar facções criminosas como organizações terroristas, acabar com as “saidinhas” de presidiários e reduzir a maioridade penal.
Economia e privatizações
No campo econômico, o candidato anuncia a possibilidade de privatizar a Petrobras e defende a flexibilização da CLT, com salários atrelados ao desempenho, apresentando a medida como “complemento” à legislação trabalhista.
O evento contou com a presença de deputados do Novo, Adriana Ventura (SP) e Marcel Van Hattem (RS), além de antigos assessores de Paulo Guedes, como Carlos da Costa e Salim Mattar. A coordenação do plano foi feita por Tiago Mitraud, Christian Lohbauer e Felipe D’Ávila.
Para a campanha, Zema trouxe nomes de confiança de sua gestão em Minas Gerais, como Elizabeth Jucá, Pedro Bruno, Rogério Greco e Rossieli Soares.
Fonte original: Notícias ao Minuto Brasil – Política








