Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quinta‑feira, 9, após a queda do dia anterior, reacendendo temores nos mercados globais. A alta ocorre em meio a dúvidas sobre a durabilidade da trégua entre os Estados Unidos e o Irã, que foi anunciada ontem.

Investidores aguardam a reabertura total do Estreito de Ormuz, corredor estratégico que responde por um quinto do petróleo mundial. Enquanto isso, as bolsas asiáticas operam em queda, refletindo a cautela dominante.

Conforme divulgado pelo Estadão, a combinação de tensões geopolíticas e a retomada do fluxo de petróleo está pressionando tanto os mercados de energia quanto os de ações.

Petróleo dispara e gás segue tendência de alta

Recuperação dos preços do WTI e Brent

Por volta das 02h30 GMT (23h30 de quarta, 8, em Brasília), o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 2,36%, cotado a US$ 96,61 o barril. Já o Brent, referência global, avançava 2,16%, para US$ 96,77.

Impacto da trégua e do Estreito de Ormuz

Na quarta‑feira, os preços despencaram após a promessa de uma trégua de duas semanas entre Washington e Teerã, que elevou as expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz. O Brent chegou a cair mais de 13% e o WTI cerca de 16%, ambos abaixo da marca simbólica de US$ 100.

Incertezas que puxam os mercados para baixo

O Irã declarou que a trégua no Líbano, alvo de ataques israelenses, é condição essencial para manter o cessar‑fogo, reacendendo temores. Além disso, Teerã recomendou rotas alternativas ao estreito devido ao risco de “minas”, mantendo os investidores em alerta.

Reação das bolsas e do ouro

Os mercados de ações da Ásia e Oceania abriram em leve queda. O Nikkei recuou 0,05%, o Kospi da Coreia do Sul caiu 1,22%, Taipei recuou 0,22% e Hong Kong perdeu 0,40%. Sydney manteve estabilidade.

O ouro, tradicional porto seguro, apresentou leve queda de 0,17%, cotando US$ 4.726 a onça.

Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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