O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, compareceu nesta quarta‑feira à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado e afirmou que não há nenhum processo ou sindicância que indique culpa de seu antecessor, Roberto Campos Neto, nas fraudes envolvendo o Banco Master. A declaração surge em meio a críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que apontou Campos Neto como responsável pelo caso.

Durante o depoimento, Galípolo explicou que o Master apresentava problemas de liquidez desde janeiro de 2025 e que a venda de carteiras novas levantou suspeitas na fiscalização. Ele ainda ressaltou que o sigilo de oito anos sobre a liquidação do banco segue normas vigentes desde 2018.

Além das questões do Banco Master, o presidente do BC pediu apoio dos senadores à PEC 65, que garantiria autonomia administrativa e financeira à instituição. Conforme divulgado pelo Estadão, a matéria detalha as declarações de Galípolo e as reações do governo.

Galípolo nega culpa de Roberto Campos Neto e detalha a investigação do Banco Master

Ausência de responsabilização ao ex‑presidente do BC

“Não há, em nenhum processo de auditoria ou de sindicância, nada que encontre qualquer culpa por parte do ex‑presidente Roberto Campos”, declarou Galípolo durante a audiência. Campos Neto, que liderou o BC entre 2019 e 2024, havia sido convocado para a CPI, mas não compareceu.

Problemas de liquidez e operação de venda de carteiras

O presidente do BC informou que o Banco Master sofria de dificuldades de liquidez desde janeiro de 2025, destacando a prática de comprar ativos para depois vendê‑los como forma de obter recursos, o que considerou “pouco usual”. Um grupo de trabalho interno foi criado para analisar essas operações, e a investigação foi encaminhada ao diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino.

Decisão do FGC e sigilo de oito anos

Galípolo elogiou a decisão do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de pagar CDBs vinculados para apoiar o Master, permitindo esgotar alternativas de mercado sem ampliar o tamanho do banco. Sobre o sigilo, afirmou que ele segue a regra da autoridade monetária desde 2018 e que, se houver insatisfação, o debate deve ocorrer dentro da legalidade.

Apelo por apoio à PEC 65 para garantir autonomia do BC

O presidente do Banco Central pediu apoio dos senadores para aprovar a PEC 65, que assegura autonomia administrativa e financeira ao BC. Ele explicou que a medida é essencial para recompor o quadro de servidores, que diminuiu quase 25% nos últimos dez anos, e para obter recursos que possibilitem investimento em tecnologia e inteligência artificial na supervisão financeira.

A fonte original da matéria é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

You May Also Like
Orçamento de 2027 tem superávit de R$ 18,6 bilhões, mínimo de R$ 1.741 e aporte nos Correios

Novo salário mínimo de R$ 1.741 e superávit: veja os planos do governo Lula para o Orçamento 2027

Proposta enviada ao Congresso prevê saldo positivo de R$ 18,6 bilhões e socorro financeiro para os Correios.
‘Precisamos de um plano radical de infraestrutura para a Amazônia’, diz Waack

Amazônia em xeque: 17 facções dominam região e exigem choque de infraestrutura; veja os detalhes

Especialista Roberto Waack defende investimento pesado em transporte, energia e internet para salvar o bioma
O maior show da Terra começa onde ninguém aplaude

O que o Carnaval Ensina sobre Empreendedorismo: Lições de Planejamento, Organização e Economia Bilionária nos Barracões da Vila Isabel

Descubra como o maior show da Terra revela segredos de gestão que todo empreendedor precisa saber
Plano de Transformação Ecológica capta US$ 5,5 bi e multiplica Fundo Clima em 316 vezes, diz Fazenda

Brasil acelera economia verde e mobiliza R$ 140 bilhões no Plano de Transformação Ecológica; veja!

Ministério da Fazenda revela crescimento explosivo do Fundo Clima e novas frentes de investimento sustentável no país.