O governo federal está analisando um programa que permitiria ao brasileiro agrupar todas as dívidas em atraso — cartões de crédito, empréstimos e outras obrigações — para renegociar com os bancos.

A iniciativa, discutida nesta terça‑feira no Palácio do Planalto a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, busca aliviar o endividamento das famílias ao reduzir significativamente as taxas de juros cobradas.

Segundo informações do Estadão, ainda não há data definida para o anúncio, mas o caminho está sendo aprofundado pelos ministros presentes na reunião.

Objetivo da unificação de dívidas

Redução de juros e descontos expressivos

O plano pode oferecer descontos de até 80% nos valores devidos, avaliados caso a caso, priorizando dívidas vencidas nos últimos 12 meses. O governo atuaria como garantidor dos volumes que não forem pagos após a negociação.

Possibilidade de renegociação de crédito em adimplência

Além dos débitos em atraso, o programa pode contemplar consumidores com limites de crédito muito superiores à renda, permitindo a renegociação de contratos ainda adimplentes com condições mais vantajosas.

Impacto da expectativa de queda da Selic

A proposta ganha força com a expectativa de redução da taxa básica de juros pelo Copom ao longo de 2026, embora o conflito no Oriente Médio tenha introduzido cautela nas projeções. Atualmente, a Selic está em 14,75% ao ano.

Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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