As grandes operadoras de telecomunicações do Brasil estão investindo pesado em serviços de tecnologia e conectividade para diversificar suas fontes de receita. Essa estratégia busca aproveitar o “boom digital” que movimenta setores como internet das coisas (IoT), inteligência artificial (IA) e nuvem.
O mercado nacional de TI já cresce 18,5% em 2025, superando a projeção da ABES (9,5%) e a média global (14,1%), segundo dados da própria pesquisa. Essa expansão atraiu a atenção da Singtel, gigante asiática que abriu seu primeiro escritório na América Latina focado no segmento B2B.
Com a pressão por novos modelos de negócio, operadoras como TIM, Vivo e Claro estão redesenhando seus portfólios, oferecendo soluções completas que vão além da tradicional telefonia e internet móvel. Fonte: Estadão.
Estratégias de crescimento das operadoras brasileiras
SingTel aposta no modelo Network-as-a-Service
A Singtel traz para o Brasil sua plataforma de network-as-a-service, permitindo que empresas consumam recursos de TI por assinatura, sem necessidade de infraestrutura própria. “Vemos que o Brasil está entrando em um ‘boom digital’”, afirmou Keith Leong, diretor Global de Atendimento ao Cliente, à Coluna.
TIM prioriza o B2B com IoT e IA
A TIM estabeleceu o B2B como pilar estratégico, oferecendo soluções de IoT para agronegócio, mineração e infraestrutura, com meta de R$ 1 bi em receitas até 2025. Também incorporou IA da V8.Tech para gerar dashboards e análises de dados, segundo Fabio Costa, vice‑presidente de B2B da operadora.
Vivo fatura 30% a mais em serviços digitais
A Telefônica Brasil, dona da Vivo, registrou R$ 5,2 bi em soluções de cibersegurança, nuvem, IoT e digitais, 30% acima do ano anterior. Apenas 15% dos clientes de telefonia e internet também utilizam esses serviços, indicando grande potencial de expansão, conforme Christian Gebara, presidente da Vivo.
Claro firma parceria com Nvidia e Oracle
A Claro Empresas, antes Embratel, firmou acordos com Nvidia e Oracle para oferecer IA de alto desempenho, machine learning e análise preditiva. Inicialmente, a tecnologia será usada internamente, mas a meta é incluir esses recursos no portfólio corporativo.
Consultorias como Omdia e Alvarez & Marsal reforçam que a demanda empresarial é a principal alavanca de crescimento para operadoras globais, com mais de 70% das empresas do setor aumentando receitas B2B no último ano. Ignorar essa oportunidade pode limitar a capacidade de inovação das telecoms.
Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







