Uma das maiores movimentações do mercado global de alimentos foi anunciada: a Unilever e a McCormick combinarão suas operações da unidade de alimentos. Essa união promete criar uma nova potência no setor, reconfigurando a paisagem da indústria alimentícia em escala mundial.

O acordo, que chamou a atenção de investidores e analistas, avalia a nova gigante em impressionantes US$ 65,8 bilhões. Para a divisão de alimentos da Unilever, a transação reflete um valor de empresa de US$ 44,8 bilhões, demonstrando a magnitude estratégica e financeira do negócio.

Este movimento não apenas redefine o futuro das duas companhias, mas também marca um ponto de virada para a Unilever, que se direciona para um foco mais acentuado em seu portfólio de beleza, bem-estar e cuidados pessoais, conforme divulgado pelo Estadão.

A Estrutura por Trás da Mega Transação

A fusão Unilever McCormick, aprovada por unanimidade pelos conselhos de ambas as empresas, prevê que a Unilever receba US$ 15,7 bilhões em dinheiro. A operação será moldada como um “Reverse Morris Trust”, uma estratégia de fusão e aquisição nos EUA que oferece vantagens fiscais, dispensando a aprovação dos acionistas da Unilever.

A conclusão do negócio é aguardada para meados de 2027, e depende do aval dos acionistas da McCormick. Essa estrutura complexa garante um caminho mais suave para a integração, minimizando burocracias e acelerando o processo para a criação da nova companhia no setor de alimentos.

Nasce uma Nova Gigante Global do Setor Alimentício

A empresa resultante da fusão Unilever McCormick terá uma receita anual combinada de US$ 20 bilhões, solidificando sua posição como um dos maiores players do segmento. A liderança será composta pelo atual CEO e CFO da McCormick, com a inclusão de membros da alta administração da Unilever Foods.

Estima-se que a união gere sinergias de custos significativas, alcançando cerca de US$ 600 milhões anuais. A Unilever manterá uma participação de 65% no novo grupo combinado. Desse total, seus acionistas deterão 55,1% do capital, e a Unilever ficará com uma fatia direta de 9,9%, com planos de venda futura ordenada.

Unilever Se Transforma em Empresa “Pureplay”

Para a Unilever, a fusão com a McCormick é o passo final em sua transição para uma empresa “pureplay”, focada exclusivamente nos setores de Higiene e Cuidados Pessoais (Hpc). Após a separação, o grupo concentrará suas operações em Beleza, Bem-estar, Cuidados Pessoais e Cuidados com a Casa, áreas de alto crescimento.

Os recursos em dinheiro obtidos com a transação serão estratégicos. Eles serão usados para o abatimento de dívidas, cobertura de custos de separação e impostos, além de sustentar um ambicioso programa de recompra de ações de 6 bilhões de euros (aproximadamente US$ 6,90 bilhões), previsto para ocorrer entre 2026 e 2029.

Metas Financeiras e Perspectivas Futuras

A Unilever reafirmou suas metas financeiras de médio prazo, projetando um crescimento subjacente das vendas na faixa de um dígito médio e uma expansão de volume de pelo menos 2%. A expectativa é de uma melhora modesta na margem operacional, acompanhada de um índice de distribuição de dividendos (payout) de 60%.

Apesar da otimização, a separação gerará custos extraordinários, estimados entre 400 milhões e 500 milhões de euros (US$ 460 milhões e US$ 575 milhões). Adicionalmente, estão previstos 500 milhões de euros (US$ 575 milhões) em reestruturação entre 2027 e 2029, consolidando a reorganização da companhia para seu novo foco estratégico.

A fonte original desta matéria é o Estadão, e você pode conferir a notícia completa em Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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