Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) surpreendeu eleitores ao apresentar um jingle próprio, o “Funk do 01”, acompanhado de passos de dança inspirados no funk carioca. A iniciativa, divulgada nas redes sociais, busca aproximar o pré‑candidato da juventude que domina plataformas como o TikTok.

Consultores de marketing político explicam que a escolha da dancinha visa transmitir jovialidade e criar um “efeito de tribo”, reforçando a imagem de candidato conectado às culturas periféricas. O senador, que planeja concorrer à Presidência em 2026, realizou shows em João Pessoa e Natal, usando a camisa “Nordeste é a solução” enquanto o beat tocava.

Entretanto, membros da sua própria campanha alertam que a coreografia pode ser “um tiro no pé”, argumentando que a imagem ridícula pode prejudicar a seriedade do candidato. A polêmica foi destaque na mídia, conforme Notícias ao Minuto Brasil.

Estratégia de marketing: dança como ferramenta de engajamento

Objetivo de se aproximar do eleitor jovem

Segundo o consultor Lucas Pimenta, a dança gera a percepção de saúde e dinamismo, contrastando com a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 80 anos. A expectativa é que o público do TikTok, habituado a curtas sequências coreográficas, veja Flávio como “um cara comum” e se identifique com sua mensagem.

Críticas internas e risco de superexposição

Aliados como o deputado Gustavo Gayer (PL‑GO) compararam os movimentos a um “orangotango”, enquanto outros membros da pré‑campanha afirmam que as dancinhas nunca deveriam ter sido gravadas, pois geram uma impressão ridícula. Rodolpho Dalmo, especialista em marketing eleitoral, descreve a tática como “despolitizar para politizar”.

Dados de aprovação entre jovens

Pesquisas Datafolha recentes apontam que Flávio tem rejeição de 40% entre eleitores de 16 a 24 anos, quatro pontos percentuais abaixo da desaprovação de Lula no mesmo segmento. O objetivo é evitar o cenário de 2022, quando 67% dos jovens desaprovaram a reeleição de Jair Bolsonaro.

Comparações internacionais

O uso de músicas e coreografias em campanhas não é novidade. Donald Trump adotou “YMCA” como trilha sonora, enquanto Nicolás Maduro também tentou dançar em público, sem sucesso. No Brasil, o presidente do Senado Davi Alcolumbre já foi flagrado em festas dançando, mostrando que a tática tem ganhado espaço.

Fonte original: Notícias ao Minuto Brasil – Política

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