Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi encaminhado para a Polícia Federal em Brasília para iniciar seu processo de delação, transferência autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF. A medida ocorre enquanto o empresário enfrenta acusações de fraude e lavagem de dinheiro. Martha Graeff, ex‑noiva de Vorcaro, divulgou nota nesta sexta‑feira afirmando que não sabia das investigações até a imprensa.

Graeff ressalta que nunca desconfiou de Vorcaro, que atuava em setor regulado, e nega qualquer envolvimento em negócios, trust ou transferência de patrimônio. Ela descreve a situação como “linchamento, cancelamento e vulgarização” e questiona quem se beneficia das alegações. As informações foram extraídas da matéria do Estadão.

A CPI do INSS recebeu conversas entre o casal que contradizem algumas declarações de Graeff, apontando para discussões sobre supostos “ataques profissionais” de Vorcaro na mídia e a criação de um trust em nome de Martha, que incluiria a transferência de uma mansão e investimento de US$ 10 milhões em sua empresa Happy Aging.

Transferência de Daniel Vorcaro para a PF

A defesa de Vorcaro solicitou a saída da penitenciária federal, alegando necessidade de facilitar negociações e coleta de depoimentos. O pedido foi aprovado, permitindo que o empresário inicie o acordo de delação premiada em Brasília, local onde as investigações contra o Banco Master avançam.

O que Martha Graeff afirma

Em nota completa, Graeff declara: “Não, EU NÃO SABIA. Soube exatamente como a maioria dos brasileiros: pela imprensa. Não havia contra ele qualquer investigação conhecida, sequer acusações”. Ela afirma ainda que nunca recebeu imóveis, carros ou iate e que todo seu patrimônio foi construído de forma lícita ao longo de 26 anos de carreira.

Contradições nas conversas entregues à CPI

As conversas analisadas pela CPI do INSS revelam que Vorcaro e Graeff discutiam estratégias para ocultar viagens, festas e gastos, inclusive a existência de um iate chamado “Martha”. Vorcaro teria mentido a repórter da Folha de S.Paulo para impedir a exposição do bem.

Impacto nas investigações e no público

A transferência de Vorcaro para a PF pode acelerar a coleta de provas e a formalização da delação. Enquanto isso, a defesa de Graeff tenta afastar qualquer vínculo patrimonial com o empresário, argumento que será analisado pelos magistrados e pelo Ministério Público.

A fonte original da informação é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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