PIB já não influencia mais a popularidade: é hora de medir o bem-estar da população

No programa desta semana, o colunista fala de um Projeto de Lei da deputada Tabata Amaral que propõe a apuração sobre a satisfação de vida do brasileiro. Crédito: Isabella Almada/Estadão

RIO – O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve o 39º melhor desempenho no quarto trimestre de 2025 ante o terceiro trimestre do mesmo ano dentro de um ranking de crescimento considerando as informações de 50 países, divulgou a agência de classificação de risco Austin Rating. O resultado fez o Brasil encerrar o ano passado como a 11ª maior economia do mundo, posto que deve manter em 2026, conforme as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Dessa forma, o Brasil abandonou o grupo das dez maiores economias do mundo. Em 2024, o País ocupava o 10º lugar.

O economista Rodolpho Sartori, da agência classificadora de risco Austin Rating, explica que os cálculos de crescimento comparando países têm como base a taxa de câmbio média do período, o que gera eventuais surpresas.

“Por mais que, na leitura ponta a ponta (primeiro dia de 2025 para último dia de 2025), o real tenha se valorizado, na leitura média do ano, houve desvalorização. Em contrapartida, a moeda russa se valorizou bastante na média de 2025, e isso ajudou a alavancar o país (Rússia) no ranking. A troca de posições diz mais sobre a Rússia e as oscilações da sua moeda do que sobre o Brasil. O crescimento anual de 2,3% para o Brasil é positivo. A desaceleração já era esperada e, no começo do ano, projetava-se uma perda de ímpeto ainda mais intensa e isso não ocorreu, sem contar que o Brasil vem de três anos com crescimento robusto. Assim, a queda do Brasil no ranking é explicada pela dinâmica da moeda russa e não por um crescimento pequeno no Brasil”, explicou Sartori.

O PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2025 ante 2024, segundo os dados das Contas Nacionais trimestrais publicadas nesta terça-feira, 3, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Meu único ponto em relação ao crescimento divulgado hoje (terça-feira, 3) é em relação às desacelerações marcantes de indústria e serviços. O agro teve papel relevante na ampliação do crescimento graças à supersafra (que não ocorrerá em 2026). Esperamos, portanto, um crescimento de 1,7% este ano e uma composição mais equilibrada entre os setores, dado que indústria e serviços devem recuperar dinamismo no começo do ano”, completou Sartori.

A Austin calcula que, em valores correntes, o PIB do Brasil totalizou USD$ 2,268 trilhões em 2025. Em 2025, no ranking de PIB em dólares, os Estados Unidos detinham 26,1% do PIB mundial; a China, 16,6%; a Alemanha, 4,3%; o Japão, 3,6%; a Índia, 3,5%; o Reino Unido, 3,4%; a França, 2,9%; a Itália, 2,2%; a Rússia, 2,2%; o Canadá, 1,9%; e o Brasil, 1,9%.

“O Brasil caiu uma posição. A Rússia ultrapassou o Canadá e o Brasil”, frisou Sartori.

No quarto trimestre de 2025 ante o quarto trimestre de 2025, o PIB brasileiro expandiu 0,1%.

O ligeiro avanço brasileiro superou o desempenho da economia de países como Canadá (-0,2%), Coreia (-0,3%), Noruega (-0,3%) e Irlanda (-0,6%). Porém, o crescimento do Brasil teve magnitude inferior ao dos Estados Unidos (1,4%), China (1,2%), Arábia Saudita (1,1%) e México (0,9%).

Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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