As praças de pedágio estão se tornando coisa do passado. A cobrança automática, sem cancelas, já é realidade em muitas rodovias brasileiras. É inovação, sustentabilidade e transformação da experiência de quem roda nas estradas.
O sistema torna as vias mais seguras, rápidas e justas. É a ponta do iceberg de uma grande transformação rodoviária no País que, como todo novo paradigma, ainda sofre com impressões equivocadas.
No free flow, os pórticos eletrônicos substituem praças físicas. O modelo está disciplinado na legislação nacional e opera em rodovias concedidas federais e estaduais. São Paulo, por exemplo, que tem sete das dez melhores rodovias do Brasil, está avançado nesse aspecto, com o “Siga Fácil”.
As vantagens do sistema são claras: sem filas, sem frenagens nas cancelas e menos emissão de gases de efeito estufa. O free flow também garante mais justiça tarifária.

Mais pórticos significam tarifas mais justas para todos Foto: Compis/Divulgação
Instalar praças físicas é complexo e sua localização pode gerar distorções. Apenas quem cruza a praça paga, independentemente da distância percorrida. Se alguém roda 15 km e passa por uma praça, paga a tarifa fixada. Já quem percorre a mesma distância (ou mais) sem cruzar uma praça não paga nada.
Com o free flow, o problema está resolvido. Mais pórticos significam tarifas mais justas para todos. Não se trata de ampliar a receita das concessionárias, pois, a cada novo pórtico, as tarifas ficam mais baixas, permitindo o pagamento proporcional ao uso e reduzindo o custo para quem hoje já está pagando pedágio.
Os pórticos leem placas e TAGs. Para quem tem TAG, nada muda: a cobrança cai na fatura mensal. Sem a TAG, o pagamento pode ser feito por aplicativos e sites das concessionárias.
No site do “Siga Fácil” do Estado de São Paulo, por exemplo, o usuário já pode acessar o registro das passagens e ser direcionado aos pagamentos devidos. Em breve, a Carteira Digital de Trânsito trará a mesma funcionalidade.
As concessões trouxeram avanços superiores aos das estradas públicas: melhor sinalização e pavimentação, iluminação e menos acidentes, além de atendimento 24h, com guinchos e ambulâncias.
Há, ainda, cobertura de internet, pontos de parada e descanso para caminhoneiros e câmeras com inteligência artificial que detectam incidentes e disparam socorro em tempo real. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), nove das dez melhores rodovias brasileiras são concedidas.
As inovações chegaram para melhorar ainda mais a experiência dos usuários. A nova era da mobilidade, com rodovias digitais e tecnológicas, já começou. Retroceder não é inteligente.
Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







