A 14ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), julgou improcedente a ação em que o apresentador José Luiz Datena pedia R$ 100 mil de indenização por danos morais contra o ex-coach Pablo Marçal (PRTB).

Datena alegou ter sido ofendido durante uma live em que Marçal o chamou, entre outras expressões, de “agressor sexual”, “assediador” e “comedor de açúcar”, além de insinuar problemas com drogas. Segundo a ação, a transmissão foi assistida por mais de 90 mil pessoas e só saiu do ar por decisão da Justiça Eleitoral.

As falas ocorreram na ocasião em que Datena deu uma cadeirada em Marçal, enquanto participavam de um debate eleitoral na corrida para a Prefeitura de São Paulo, em 2024. Após o episódio, já hospitalizado, Marçal fez uma live com críticas e ataques ao adversário.

Na sentença, o juiz Christopher Alexander Roisin enquadrou o caso no contexto de embate pré-eleitoral entre figuras públicas.

Sobre a acusação de assédio sexual, o juiz destacou que houve, de fato, uma denúncia pública feita por uma repórter contra Datena, o que é “fato verídico”. Para ele, Marçal trouxe o tema ao debate eleitoral, mas não inventou a acusação. “Não se deve punir a conduta, por estar situada numa zona cinzenta a prestigiar a liberdade contra o ilícito”, escreveu.

Em relação à expressão “comedor de açúcar”, o magistrado classificou a fala como “absolutamente imatura” e “infantil”, mas afastou qualquer ilicitude. Também rejeitou a tese de gordofobia, afirmando que não houve elemento que configurasse atitude discriminatória.

Já o uso da expressão “agressor sexual” foi considerado impreciso e inadequado, mas, ainda assim, insuficiente para caracterizar dano moral. No entendimento do juiz, as manifestações ocorreram no calor da campanha, após episódio em que Datena deu uma cadeirada em Marçal durante debate, e se inserem no que chamou de “teatro na fase eleitoral”.

Datena foi condenado ao pagamento das custas e de honorários advocatícios fixados em 10% sobre o valor da causa. Ainda cabe recurso à decisão.

Vídeo publicado por Gilson Machado e Marcelo Queiroga com pedido de voto para Flávio Bolsonaro em 2026 levou especialistas a apontarem possível propaganda eleitoral antecipada. O caso pode resultar em multa e já motivou representação no TSE por parte de adversários políticos

Folhapress | 06:30 – 20/02/2026

Fonte: Notícias ao Minuto Brasil – Política

You May Also Like
Vazamento de trechos de reunião gera desconforto no Supremo

Vazamento de Reunião Secreta no STF sobre Caso Master Gera Suspeitas de Gravação e Traição entre Ministros de Toffoli e Fachin

Saída de Toffoli da relatoria não acalma tensões e expõe crise interna no Supremo com frases literais divulgadas pelo Poder360
Bolsonaro pediu mais tempo para decidirmos chapa do Senado em SP, diz Flávio

Defesa de Bolsonaro diz que data para visita de assessor de Trump é inviável e pede troca

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A defesa de Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta…
“Crimes do PT”: Flávio diz que acionará TSE contra desfile sobre Lula

Flávio Bolsonaro tem maior taxa de rejeição (52,6%) que Lula (47,4%) em pesquisa CNT/MDA para eleição presidencial de 2026

Pesquisa aponta que Lula lidera em potencial de voto, enquanto candidatos como Ronaldo Caiado e Romeu Zema ainda são pouco conhecidos
Na prisão, Bolsonaro reclama de isolamento do cenário político

Bolsonaro está estável e tem melhora na função renal, diz boletim médico

LAURA SCOFIELDBRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue estável…