O ministro do STF André Mendonça anunciou que os lucros de sua empresa familiar, o Instituto Iter, serão destinados integralmente a causas nobres. Em vídeo nas redes sociais, ele prometeu 10% para o dízimo da igreja e os 90% restantes para obras sociais e educação. A declaração surge em momento delicado para o Supremo.

Essa revelação acontece enquanto o STF discute um código de conduta para ministros sócios de empresas. Mendonça, que também é pastor adjunto na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, busca esclarecer o uso dos ganhos do instituto especializado em cursos jurídicos. O Instituto Iter faturou R$ 4,8 milhões em contratos públicos em pouco mais de um ano, conforme noticiado pelo O Estado de S. Paulo em 2025.

conforme divulgado pela Gazeta do Povo e Folhapress.

Declaração de Mendonça sobre os lucros do Instituto Iter

“Eu, a minha esposa, sob as bênçãos dos meus filhos, decidimos que a nossa parte do Instituto Iter será para consagração de um altar a Deus. Tudo o que vier, possivelmente, a dar de lucro e resultado, eu vou separar 10% para o dízimo e os 90% restantes serão investidos em obras sociais e educação”, afirmou o ministro em vídeo publicado no Instagram.

Ele enfatizou que nunca reteve lucros pessoais do instituto, usado até agora apenas para ministrar aulas. A empresa foi organizada após sua entrada no STF, em 2021, com o sonho de capacitar gestores públicos, inspirado em seu mestrado na Espanha, em 2013.

Contexto de relatoria no caso Banco Master

Mendonça foi sorteado para relatar o caso do Banco Master, após Dias Toffoli deixar a relatoria. Toffoli enfrentava desgaste por conversas apreendidas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do banco, que o mencionavam. Toffoli confirmou receber dinheiro da Maridt, empresa familiar vendida a fundo ligado a Vorcaro.

A mudança ocorreu após reunião com todos os ministros do STF. Mendonça fez a declaração sobre o Instituto Iter antes de assumir o caso, em culto no dia 8, expressando tristeza com reportagens sobre a empresa.

Empresas de ministros do STF em debate

Levantamento da Folha de S.Paulo mostra que nove dos 10 ministros do STF e 12 parentes são sócios de pelo menos 31 empresas. Treze são escritórios de advocacia ou institutos jurídicos, e seis atuam com imóveis. O total pode ser maior devido a sócios ocultos.

O presidente Edson Fachin trabalha em um código de conduta para tribunais superiores, focando transparência em palestras e atividades externas, em meio a pressões da opinião pública.

A fonte original é a Notícias ao Minuto Brasil – Política.

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