O Brasil vive um debate quente sobre a mudança da escala 6×1 para 5×2, com redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte no salário. Trabalhadores sonham com mais tempo livre, mas economistas alertam para custos altos.

Empresas em cidades como São Carlos e Araraquara já adotam o modelo 5×2 e relatam ganhos, como maior faturamento e funcionários mais dispostos. No entanto, estudos apontam riscos de demissões em massa e impacto negativo na produtividade.

A proposta avança no Congresso, com transição gradual até 36 horas em alguns textos. Cabe à sociedade pesar prós e contras, conforme divulgado pelo Estadão.

Escala 5×2 já traz qualidade de vida em SP

Em São Carlos e Araraquara, a escala 5×2 virou realidade. Funcionários de uma cafeteria contam com mais tempo livre e melhor disposição no trabalho. A dona do negócio, Marina Raimundo Pires, ajustou horários e viu o faturamento subir.

Antes, na 6×1, eram 7h20 diárias. Agora, 8h48 em cinco dias, otimizando picos de atendimento. Trabalhadores destacam a qualidade de vida com folgas consecutivas.

Estudos alertam para perda de empregos e baixa produtividade

Um levantamento do CLP prevê até 640 mil empregos perdidos com a redução para 40 horas. O comércio lideraria, com queda de 1,3% na produtividade e 164 mil vagas a risco.

Construção e agropecuária seguiriam, com 45 mil e 28 mil cortes. Economistas como Gabriel Barros, da ARX, dizem que o custo da mão de obra sobe, chocando o PIB em um país de baixa produtividade.

Redução gradual na proposta do governo

O texto no Senado prevê corte de 44 para 36 horas semanais, em etapas anuais de 1 a 2 horas. Isso permite adaptação em setores como comércio e serviços, preservando saúde mental.

Escalas como 5×2 ou 4×3 seriam consolidadas no fim. Acordos coletivos seguem permitidos, mas críticos questionam se a produtividade de 0,2% ao ano aguenta.

Custos reais e lições empíricas

Dados da Pnad mostram jornada caindo de 38,9 para 38,4 horas semanais entre 2012 e 2025, reduzindo o PIB per capita em 0,13% ao ano. Sem ganhos de produtividade, formalidade pode sofrer.

O economista alerta que custos existem e ignorá-los piora decisões. A sociedade deve avaliar se benefícios compensam, como no artigo original do Estadão.

A fonte original é o Estadão e um link para a matéria original.

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