A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF) não trouxe paz à Corte. Pelo contrário, gerou uma crise ainda maior com suspeitas de que reuniões reservadas foram gravadas e vazadas para o site Poder360.

Ministros relatam desconforto profundo após a publicação detalhada de conversas sigilosas. Frases literais e sequências exatas das discussões alimentam a desconfiança interna, apontando para uma possível traição.

O caso Master envolve investigações de fraudes financeiras no banco de Daniel Vorcaro, com menções ao nome de Toffoli em relatórios da Polícia Federal. A troca de relator para André Mendonça preservou atos anteriores, mas o vazamento dominou as atenções, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto.

Reuniões sigilosas e o vazamento chocante

Na quinta-feira (13), ocorreram três reuniões fechadas no STF, sem assessores presentes. Uma preparatória reuniu cinco ministros: Edson Fachin, Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

O Poder360 publicou na sexta (14) um relato preciso, com frases literais das discussões. Ministros confirmam que grande parte corresponde ao ocorrido, mas notam distorções e omissões favoráveis a Toffoli.

“São frases literais, numa sequência muito semelhante ao que aconteceu nas reuniões. Para quem estava lá, a sensação é de que alguém dentro da sala gravou tudo aquilo”, disse um ministro ao blog.

Suspeitas contra Toffoli e negação veemente

A ausência de trechos negativos a Toffoli no relato reforçou suspeitas contra ele. Outro ministro foi direto: “É uma traição, muitas frases são literais. Mas algumas são invenções a favor do próprio vazador”.

Procurado pela GloboNews, Toffoli negou veementemente: a informação é “totalmente inverídica” e ele nunca gravou ninguém na sua vida. A repercussão gerou espanto generalizado na Corte.

No Poder360, Cármen Lúcia teria dito: “Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra o Supremo”. Nunes Marques sugeriu que Toffoli apresentasse argumentos para votação.

Mendonça assume e atos de Toffoli são mantidos

Oito dos dez ministros defenderam a permanência de Toffoli, contra apenas Fachin e Cármen Lúcia. Após fala de Flávio Dino, Toffoli aceitou se afastar. André Mendonça foi sorteado como novo relator.

O STF afirmou que não houve suspeição formal e validou todos os atos de Toffoli. Na sexta, Mendonça se reuniu com delegados da PF para acompanhar a investigação sobre fraudes no banco.

A crise expõe falta de confiança interna, com Fachin isolado, segundo relatos. A fonte original é a Notícias ao Minuto Brasil – Política.

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