André Mendoza, CEO do Grupo Naos no Brasil, começa o dia meditando por 20 minutos e vai ao trabalho de bicicleta elétrica. Aos 54 anos, ele comanda marcas como Bioderma, Esthederm e Etat Pur, com planos de dobrar o faturamento.

Introvertido e avesso a microgerenciamento, Mendoza sonha em ser ‘irrelevante’ na empresa, sinal de sucesso na formação de equipes autônomas. Sua trajetória inclui GSK, Roche e ISDIN em cinco países.

Em entrevista ao Estadão, ele revela como equilibra carreira, esportes e rituais culturais para liderar com empatia e propósito, conforme divulgado pelo Estadão.

Trajetória multicultural molda liderança empoderadora de André Mendoza

Com mais de 30 anos na indústria farmacêutica, Mendoza passou por Inglaterra e África Subsaariana. ‘Meu estilo é estar fora da zona de conforto, assumindo posições sem me sentir preparado’, diz ele. A multiculturalidade ensinou empatia e adaptação cultural.

Ele evita impor crenças, focando em empoderamento. ‘O líder precisa se tornar irrelevante. Quando isso acontece, fiz bem o trabalho’, afirma, citando saída da ISDIN quando a equipe voava sozinha.

Na transição para dermocosméticos, conectou-se ao propósito ao ver impacto na saúde da pele, influenciado pela esposa dermatologista.

Por que André Mendoza escolheu o Grupo Naos e seus valores únicos

O convite veio de Maurílio Teixeira, co-CEO global. A Naos atraiu Mendoza por seu modelo: 95% das ações em fundação sem fins lucrativos, criada pelo fundador Jean-Noël Thorel. Lucros vão para projetos altruístas, sem pressão por acionistas.

‘É uma empresa com fins lucrativos nas operações, mas sem fins lucrativos na essência’, explica. Isso ressoou com sua experiência na África, priorizando impacto além do business.

No Brasil há dois anos, planeja sucessão e crescimento para o próximo bilhão de euros globalmente.

Rotina saudável impulsiona equilíbrio profissional

Mendoza pedala na Marginal, surfa em clube de ondas e faz musculação. Medita duas vezes ao dia por 20 minutos com técnica transcendental. ‘É medicinal para ansiedade e inteligência emocional’, conta.

Chega ao escritório pelo Ibirapuera de bicicleta elétrica em 80% dos dias. Rituais como fogueira anual, trazido da África, fortalecem o time com histórias vulneráveis.

Desafios no mercado de dermocosméticos e visão de futuro

Enfrenta boom de marcas baratas de influenciadores. A Naos aposta em ecobiologia, ciência da pele, com 20% mais investimento em digital para comunicar valor aos consumidores.

Quer formar nova geração de líderes, defendendo presencial para juniors. Aos 54, planeja 10 anos corporativos e, depois, loja de bicicletas ou magistério em liderança.

A fonte original é o Estadão e um link para a matéria original.

You May Also Like
Presidente da Petrobras vai ao México ajudar subsidiária da Braskem

Presidente da Petrobras viaja ao México para tentar salvar Braskem Idesa da crise de dívida e abastecimento de etano

Magda Chambriard busca acordo com Pemex e credores para evitar Chapter 11 da subsidiária mexicana da Braskem, que tem dívida de US$ 2,2 bilhões e caixa reduzido
Por que a guerra iniciada por Trump no Irã prejudica mais agricultores americanos que brasileiros

Como os gargalos marítimos globais e a guerra no Estreito de Ormuz afetam o agronegócio brasileiro e a competitividade dos EUA

Entenda os riscos dos estrangulamentos marítimos e a estratégia dos produtores brasileiros frente ao aumento dos custos dos fertilizantes e fretes
China ameaça retaliar UE caso bloco adote novas restrições comerciais contra seus produtos

China ameaça retaliar União Europeia caso bloco implemente novas restrições comerciais contra seus produtos estratégicos e setores industriais

Pequim promete medidas firmes se Bruxelas avançar com propostas discriminatórias contra empresas chinesas no mercado internacional
Estrangeiros gostam do Brasil: Somos um ‘poço de gerar dólar’, diz Stuhlberger

Por que o Brasil segue atraindo capital estrangeiro mesmo diante de desafios fiscais? Entenda a visão de especialistas sobre o fluxo de dólar no país

Luis Stuhlberger, CEO da Verde Asset, aponta que a produção de commodities e o potencial tecnológico mantêm o interesse externo, apesar dos riscos