Desde 1º de janeiro de 2026, a tabela do Imposto de Renda (IR) mudou e trouxe boas notícias para muita gente no Brasil. Agora, quem ganha até R$ 5 mil por mês está totalmente isento de pagar IR, uma mudança que pode beneficiar principalmente trabalhadores formais, servidores públicos, aposentados e pensionistas. Para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350, o imposto será reduzido gradualmente, ou seja, o desconto vai diminuindo conforme o rendimento se aproxima do limite superior dessa faixa.
Quem realmente se beneficia com a nova tabela do IR?
Se o seu salário ou a soma das suas rendas está até R$ 5 mil, você não pagará imposto nenhum — uma economia que pode dar aquele fôlego no orçamento mensal. Mas atenção: se você tem mais de uma fonte de renda, e o total ultrapassar esse valor, pode ser que precise complementar a diferença na declaração anual.
Já quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 recebe um desconto de imposto que diminui conforme a renda aumenta. Já acima de R$ 7.350, não há redução.
Como ficam as faixas e alíquotas do Imposto de Renda em 2026?
- Até R$ 2.428,80: isento;
- De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65: 7,5% de alíquota;
- De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05: 15% de alíquota;
- De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68: 22,5% de alíquota;
- Acima de R$ 4.664,68: 27,5% de alíquota.
Estas faixas tradicionais continuam as mesmas, mas os descontos adicionais foram criados para favorecer a classe média baixa, evitando que quem ganha menos pague imposto cheio.
O que mudou na declaração anual de 2027 (renda de 2026)?
Na declaração do próximo ano, quem teve rendimento até R$ 60 mil no total estará isento, enquanto as faixas entre R$ 60 mil e R$ 88,2 mil terão redução do imposto. Acima de R$ 88,2 mil, o pagamento ocorre normalmente. O redutor não gera restituição a mais do que o devido, apenas diminui o valor final a pagar.
Imposto mínimo para renda alta e tributação de dividendos
Para compensar essa isenção maior para quem ganha até R$ 7.350, a reforma criou um imposto mínimo para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano (ou R$ 50 mil por mês). Cerca de 141 mil contribuintes vão passar a pagar esse valor mínimo, que considera salário, lucros e dividendos tributáveis.
Além disso, passou a valer a retenção de 10% sobre dividendos que ultrapassem R$ 50 mil mensais por empresa — um movimento que visa grandes empresários e investidores com altos rendimentos, sem afetar a maioria dos pequenos investidores.
O que fica e o que muda nas deduções?
Não houve mudanças nas deduções básicas, como valor por dependente (R$ 189,59/mês), desconto simplificado mensal (até R$ 607,20), despesas com educação (limite anual de R$ 3.561,50 por pessoa) e desconto simplificado anual (até R$ 17.640).
Por que essa mudança importa para você?
Se você está começando a empreender, é trabalhador formal ou busca uma renda extra, saiba que a nova tabela pode significar mais dinheiro no bolso, especialmente para quem ganha até R$ 5 mil. Para microempreendedores e autônomos, entender como funciona essas faixas ajuda a planejar melhor as finanças e evitar surpresas na próxima declaração. Já para quem fatura mais, é hora de ficar atento às novas regras para não ser pego desprevenido e aproveitar as deduções disponíveis.
Vale destacar que essas mudanças também representam um desafio para o governo, que precisa compensar a menor arrecadação da base popular com tributos sobre a alta renda e lucros, criando um ambiente mais justo, na teoria, para todos.
Leia mais sobre o assunto no site da Receita Federal e acompanhe novidades para planejar seu imposto de forma inteligente.
Fonte: Agência Brasil






