O Tesouro Direto continua sendo uma porta de entrada interessante para quem quer investir no Brasil, especialmente para os pequenos investidores. Em novembro, foram vendidas cerca de R$ 6,2 bilhões em títulos públicos, enquanto os resgates totalizaram R$ 3,4 bilhões. Isso significa que o governo captou, de forma líquida, cerca de R$ 2,8 bilhões no mês, dinheiro que ajuda a financiar as contas públicas do país.
Por que tantos investidores estão escolhendo o Tesouro Direto?
Primeiro, o destaque vai para os títulos atrelados à taxa Selic, que responderam por mais da metade das vendas (57,4%). Isso não é por acaso. A Selic, que é a taxa básica de juros usada pelo Banco Central para conter a inflação, subiu bastante nos últimos meses, chegando a 15% ao ano. Com juros tão altos, os títulos atrelados à Selic tendem a oferecer retornos mais atraentes e são menos arriscados em relação à inflação.
Além disso, 31,9% das compras foram de títulos que acompanham o índice de inflação (IPCA), uma opção boa para proteger o dinheiro da alta dos preços. Já os títulos prefixados, que têm rentabilidade fixa definida na hora da compra, representaram 10,7% das vendas.
Quem está investindo?
O programa do Tesouro Direto tem atraído um número crescente de investidores, chegando a quase 34 milhões cadastrados, com mais de 3,3 milhões ativos, ou seja, fazendo operações regularmente. Em novembro, entraram mais de 200 mil novos investidores.
O perfil predominante é dos pequenos investidores: 81,6% das operações foram de valores até R$ 5 mil, e 59,3% foram de até R$ 1 mil, com um valor médio por operação de aproximadamente R$ 7,7 mil. Isso mostra que o Tesouro Direto é acessível para quem está começando ou quer investir pouco de cada vez.
O que isso significa para quem está pensando em investir?
- Segurança e liquidez: O Tesouro Nacional garante a devolução dos recursos aplicados com juros, tornando essa opção segura.
- Rentabilidade: Com a Selic em alta, os títulos atrelados à taxa básica oferecem uma boa oportunidade para quem busca renda fixa.
- Flexibilidade: Existem títulos para curto, médio e longo prazo, com mais de 40% das vendas sendo para períodos até 5 anos e um percentual considerável para prazos até 10 anos.
- Acesso fácil: É possível investir pela internet, sem complicação, e o custo é baixo, com uma taxa semestral paga à B3.
Se você está pensando em diversificar seus investimentos, o Tesouro Direto pode ser uma boa escolha, especialmente considerando o cenário atual de juros altos no Brasil. Para quem busca independência financeira ou quer dar os primeiros passos no mundo dos investimentos, entender essas opções é fundamental.
Se quiser conferir os dados completos, eles estão disponíveis no site do Tesouro Nacional: balanço do Tesouro Direto – novembro 2025.
Fonte: Agência Brasil





