A Polícia Civil de São Paulo avançou em uma investigação delicada que envolve o filme Dark Horse, produção que narra a trajetória de Jair Bolsonaro. O foco agora recai sobre movimentações financeiras sigilosas.
O pedido busca acessar relatórios do Coaf sobre Karina Ferreira da Gama e o Instituto Conhecer Brasil. A suspeita principal é de que recursos públicos tenham sido usados indevidamente na obra cinematográfica.
O caso levanta questões sobre um contrato milionário de internet gratuita na capital paulista, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.
Investigação de desvio no contrato de Wi-Fi em São Paulo
O delegado Antonio Carlos Manuera Silveira solicitou à Justiça o acesso a dados protegidos, buscando identificar movimentações atípicas. A investigação ocorre no âmbito de um contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura.
Este contrato visava o fornecimento de wi-fi para a cidade de São Paulo durante a gestão de Ricardo Nunes. No entanto, a polícia suspeita que parte desse montante tenha sido desviada para outros fins.
O elo entre o filme Dark Horse e o dinheiro público
Segundo o ofício do delegado, “há consistentes suspeitas de confusão patrimonial e de que os recursos públicos do programa ‘WiFi Livre SP’ tenham sido desviados para custear as atividades de produção do referido filme”.
O documento aponta que as contas de empresas subcontratadas poderiam ter sido usadas para a lavagem de valores. O filme Dark Horse foca em momentos marcantes de Bolsonaro, como o atentado sofrido em 2018.
Investigações apontam superfaturamento e falta de técnica
Os investigadores afirmam existirem “indícios materiais contundentes” de irregularidades. Um dos pontos críticos é que o instituto não teria capacidade técnica para gerir a rede de internet da capital paulista.
Além disso, o valor cobrado por ponto de conexão, cerca de R$ 1.800, é considerado acima do mercado. Outro alerta foi o recebimento antecipado de R$ 26 milhões por serviços que ainda não haviam sido executados.
Posicionamento da prefeitura e da produtora
A gestão de Ricardo Nunes informou, em nota oficial, que até o momento “não identificou nenhuma irregularidade nos serviços prestados”. A prefeitura garantiu que tomará providências caso falhas sejam comprovadas.
Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, já negou anteriormente o uso de verba pública no filme. Ela sustenta que a contratação pelo município ocorreu de forma regular e sem ligação com a obra.
A fonte original desta notícia é o Notícias ao Minuto Brasil, disponível no link: Notícias ao Minuto Brasil.








