O cenário político entre Brasil e Estados Unidos ganha novos capítulos com a participação de figuras ligadas ao bolsonarismo em Washington. O empresário Paulo Figueiredo prepara um depoimento impactante para a audiência pública sobre a investigação comercial americana.
Durante a sessão, o foco será a proposta de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, medida que tem gerado preocupação em diversos setores da economia nacional. Figueiredo pretende apresentar uma alternativa que poupe o mercado, mas atinja figuras específicas do cenário jurídico.
A estratégia envolve o pedido de sanções individuais contra autoridades brasileiras, incluindo nomes do Judiciário, em vez de punições econômicas amplas ao país, conforme divulgado pelo portal Notícias ao Minuto, que detalhou os próximos passos do grupo em solo estrangeiro.
A estratégia de Paulo Figueiredo contra as tarifas de Trump e o foco em Alexandre de Moraes
No depoimento preparado para a audiência da Seção 301 do USTR, o empresário afirma que o tarifaço americano “puniria as vítimas” e “recompensaria os autores” das condutas investigadas. Para ele, a medida teria o efeito contrário ao desejado pelos Estados Unidos.
Segundo o texto obtido, Figueiredo sustenta que a sobretaxa acabaria por aproximar ainda mais o Brasil da China, o que seria prejudicial aos interesses estratégicos de Washington no hemisfério ocidental, fortalecendo a dependência comercial com o país asiático no longo prazo.
O uso da Lei Global Magnitsky contra autoridades brasileiras
O bolsonarista defende que o governo dos Estados Unidos deve ampliar o uso da Lei Global Magnitsky. Esse mecanismo permite sancionar estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos, aplicando restrições severas de visto e o bloqueio de bens.
Ele argumenta que essas medidas atingiriam diretamente as autoridades responsáveis pelas decisões criticadas, sem afetar a economia brasileira ou os consumidores americanos. “A tarifa atinge o alvo errado”, diz o texto preparado, focando a crítica em um ministro do Supremo Tribunal Federal.
O papel de Flávio Bolsonaro e as articulações políticas em Washington
Além de Figueiredo, o senador Flávio Bolsonaro também está programado para falar na audiência pública. A presença do parlamentar reforça a ofensiva da oposição brasileira em solo americano para tentar influenciar a decisão final da futura administração de Donald Trump.
O retorno da sanção contra Alexandre de Moraes e o pedido de que seja estendida a outros ministros do STF têm sido a nova empreitada de Figueiredo e Eduardo Bolsonaro. O grupo busca transformar a pressão internacional em uma ferramenta política de impacto nacional.
Impactos para o governo Lula e a reação do Itamaraty
Figueiredo acredita que a sobretaxa poderia fortalecer politicamente o presidente Lula. O governo brasileiro poderia transformar o conflito em um discurso nacionalista, revertendo o desgaste externo em ganhos internos durante as próximas campanhas eleitorais do país.
O Ministério das Relações Exteriores decidiu não participar da audiência, focando em canais diplomáticos diretos. O governo brasileiro vê a consulta como um espaço para o setor privado, mas enviará diplomatas apenas para monitorar as discussões e as declarações dadas no evento.
A fonte original desta notícia é o portal Notícias ao Minuto Brasil, e o conteúdo completo pode ser acessado através deste link oficial.








