O futuro político do Rio de Janeiro está em pausa enquanto o Supremo Tribunal Federal debate o modo de escolher o próximo governador-tampão. Na manhã desta quinta-feira (9), o ministro Flávio Dino solicitou vista dos processos que tratam das eleições, pedindo tempo para analisar a situação.

Dino justificou o pedido aguardando a publicação do acórdão que definirá o destino do ex-governador Cláudio Castro, recentemente condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Enquanto o caso não se encerra, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, permanece como governador interino.

Conforme divulgado pelo Folhapress, a decisão de Dino ocorre em meio a um impasse no TSE, onde o julgamento foi interrompido com empate entre a opção de eleição direta e a manutenção da eleição indireta pelos deputados estaduais.

Impasse no TSE: voto popular versus eleição indireta

O ministro Cristiano Zanin, relator do processo, reiterou seu apoio à eleição por voto popular, enquanto o presidente do STF Luiz Fux defendeu a escolha feita pelos parlamentares da Alerj. Essa divergência mantém o Rio em um estado de indefinição sobre como será preenchido o cargo de governador.

Reclamação do PSD-RJ e o caso Eduardo Paes

O plenário do Supremo começou a analisar, nesta quarta (8), a reclamação apresentada pelo PSD-RJ, liderada pelo ex-prefeito Eduardo Paes, agora pré-candidato ao governo. Paes argumenta que a renúncia de Cláudio Castro, na véspera do julgamento no TSE, foi uma estratégia para impedir uma eleição direta, que poderia ser determinada caso a condenação fosse confirmada.

Constituição fluminense e a ausência de vice-governador

A Constituição do estado prevê a eleição indireta pelos deputados caso haja dupla vacância sem condenação eleitoral. O Rio está sem vice-governador desde a renúncia de Thiago Pampolha, que aceitou uma vaga no Tribunal de Contas do Estado, o que complica ainda mais a sucessão.

Próximos passos e possíveis cenários

Se o acórdão confirmar a condenação de Castro, a Justiça poderá determinar eleições diretas. Caso contrário, a votação pelos deputados estaduais permanece como caminho provável. O ministro Dino, ao pedir vista, indica que ainda há margem para negociações e revisões antes de uma decisão final.

A fonte original é a Notícias ao Minuto Brasil – Política.

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